
Estão programadas para os dias 2 e 4 de julho audiências públicas nas cidades de Caçapava e São José dos Campos, com o objetivo de discutir a instalação de uma usina termelétrica em Caçapava. Criticada por ambientalistas da Frente Ambientalista do Vale do Paraíba, o grupo estima que a usina, sozinha, aumentará em 13,8% as emissões de gás carbônico (CO₂) do setor elétrico brasileiro.
A Natural Energia, empresa responsável pelo empreendimento da termelétrica São Paulo em Caçapava, informa que serão investidos R$ 5 bilhões na obra, que terá capacidade instalada para a geração de 1743,8 megawatts (MW), além de criar mais de 2 mil vagas de emprego diretas e indiretas.
Atualmente, a Usina de Transição Energética São Paulo está em fase de licenciamento ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Caso avance em todas as etapas após o período de audiências públicas, a usina será instalada na região do distrito industrial de Caçapava.
O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA-Rima), documentos que detalham todo o projeto, foram desenvolvidos ao longo dos últimos anos e serão apresentados nas audiências públicas dos dias 2 e 4 de julho em Caçapava e São José dos Campos. Será a primeira vez que a Natural Energia explicará em detalhes por que o projeto teria viabilidade ambiental para ser instalado na região.
Caso obtenha a licença ambiental prévia, o projeto estará habilitado para participar do leilão de reserva que será realizado pela Aneel. Se vencer o leilão, o projeto solicitará a licença de instalação e, somente depois desta, dará início às obras.
Protesto contra instalação de termelétrica em Caçapava