
Desde o início da pandemia de covid-19 houve um aumento expressivo na procura pelos serviços de telemedicina no Brasil. Entre 2020 e 2021, mais de 7,5 milhões de atendimentos foram realizados, por mais de 52,2 mil médicos, via telemedicina no país, segundo a Saúde Digital Brasil, entidade que representa os prestadores de serviço de telessaúde do Brasil.
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A Rádio CBN Vale entrevistou nesta terça-feira (8) Mariana Marques, fundadora e CEO da AMARQ, empresa especializada em inteligência em saúde e bem estar, que detalhou os benefícios da telemedicina.
Segundo a CEO, somente com a presença da variante Ômicron, de dezembro de 2021 a janeiro de 2022, o percentual de atendimentos da telemedicina subiu 413%. Cerca de 27 milhões de consultas eletivas deixaram de ser realizadas por conta da pandemia, de acordo com a gestora, o que abre possibilidade para o atendimento da telemedicina, principalmente pela facilidade on-line de um pronto-atendimento 24 horas, onde em até 20 minutos, o paciente está na tela com médico.
Além de diagnósticos comuns que podem ser analisados com essa ferramenta, como febre, náuseas, gripe, resfriado ou Covid-19, alergias e dúvidas médicas, o atendimento à distância é também uma importante ferramenta no tratamento de casos crônicos, que através de uma plataforma, o paciente pode contar com uma equipe multidisciplinar que incluem psicólogos, enfermeiros, nutricionistas, e preparadores físicos.
Tratamento de casos crônicos
A CEO da Amarq afirma que os pacientes com doenças crônicos correspondem a 5% da população e são responsáveis por 80% dos sinistros das operadoras de saúde. Quando estes pacientes recebem o atendimento à distância, o custo com despesas hospitalares reduz em cerca de sete vezes.
Essas são algumas das diversas vantagens com o uso da telemedicina, em especial, através do serviço Pró-Saúde 360, oferecido pela Armaq.
Dentro da plataforma, na gestão de casos crônicos, o paciente recebe o apoio com estratégias personalizadas para doenças como diabetes, hipertensão, colesterol alto ou obesidade. Neste sistema, cerca de 70% dos casos são resolvidos sem sair de casa, o que permite uma redução de gastos hospitalares, e consequentemente no custo para empresas.