
Os dentistas são submetidos a um grande risco nos consultórios pelo contato com os pacientes. As gotículas que um paciente expele pela boca são o principal vetor de transmissão do coronavírus. Os profissionais já utilizavam paramentos dentro dos consultórios, mas com a pandemia foi preciso redobrar ainda mais os cuidados.
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Para para avaliar sobre a contaminação de ambientes clínicos pelo SARS-CoV-2, causador da Covid-19, pesquisadores do Programa de Doutorado em Odontologia da Universidade de Taubaté (UNITAU) iniciaram em abril uma investigação científica sobre o assunto.
A pesquisa deve levar até quatro anos e integra um amplo projeto de abrangência nacional coordenado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com a participação de outras instituições de pesquisa.
Inicialmente, serão realizadas, em consultórios odontológicos da Universidade, avaliações de pacientes saudáveis e de pacientes que já tiveram Covid-19. De acordo com José Roberto Cortelli, coordenador-geral do Doutorado em Odontologia da Unitau, o objetivo desse segmento da pesquisa em Taubaté é identificar e quantificar o risco de contaminação nesses ambientes. Resultados preliminares devem ser divulgados até o final do ano.(Confira a reportagem ao final deste texto)
Essas pesquisas foram viabilizadas pelo Programa estratégico emergencial de combate a surtos, endemias, epidemias e pandemias do governo federal, por meio de edital disponibilizado pela Coordenação de aperfeiçoamento de pessoal de nível superior (Capes).
Momento considerado vitorioso, já que acadêmicos e cientistas viveram 2020 apreensivos com o futuro das pesquisas e a perspectiva de redução de investimentos em trabalhos científicos.
Confiança na ciência
Em meio a especulações e disseminação de Fake News, o coordenador-geral do Doutorado em Odontologia da Unitau frisa que a ciência vem em primeiro lugar e que é preciso seguir as recomendações e orientações que técnicos, pesquisadores e profissionais da saúde vem passando a toda população, como higienizar as mãos, uso de máscaras o tempo todo e distanciamento social.
O avanço da pandemia nacionalmente é uma preocupação constante. Já são mais de 15 milhões de casos confirmados e o número de mortes já supera a marca de 400 mil no Brasil. Adultos com idades entre 30 e 39 anos foram os que mais contraíram a doença no mês passado.
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