
A Universidade Estadual Paulista (UNESP) abriu dois processos para apurar denúncias de estupro após protesto estudantil em São José dos Campos. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (4) e cobrou investigação de relatos de assédio.
Segundo a direção do Instituto de Ciência e Tecnologia, no campus da cidade, a universidade iniciou dois Processos de Apuração Preliminar após registros na ouvidoria. Além disso, a instituição afirmou que acompanha as manifestações com atenção e repudiou qualquer forma de assédio.
O protesto reuniu estudantes após denúncia feita por Carolina Ferreira, de 21 anos, ex-aluna do curso de odontologia. Ela acusa um professor e divulgou um vídeo em apoio ao ato. A jovem relatou impacto emocional e disse que não denunciou antes por dificuldade em lidar com a situação.
Outros relatos também vieram à tona. Uma ex-aluna da universidadea, a cirurgiã-dentista e perita judicial Bárbara Hatje, afirmou ter sofrido assédio durante aulas práticas. Segundo ela, o caso ocorreu em laboratório e gerou medo de denunciar, inclusive por receio de reprovação.
O que diz a UNESP
De acordo com a Unesp, denúncias podem ser feitas pela ouvidoria geral, local ou diretamente à direção. A universidade informou que garante sigilo, imparcialidade e até anonimato. Por isso, reforçou que a formalização é necessária para que os casos sejam investigados.
A instituição também destacou que reconhece o direito de manifestação dos estudantes. No entanto, pediu que os atos ocorram com respeito e diálogo. Por fim, reiterou o compromisso com um ambiente acadêmico seguro e com a apuração dos fatos.
