
O acidente aéreo em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, completou um ano nesta sexta-feira (9) e, até o momento, as investigações ainda não foram concluídas. O caso segue sob apuração do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
A tragédia envolveu um jatinho modelo Cessna Citation 525, que levava quatro passageiros e o piloto.
Durante o pouso no aeroporto da cidade, a aeronave não conseguiu parar dentro da pista, atravessou a avenida da orla e explodiu na faixa de areia da Praia do Cruzeiro, na região central do município.
Vítimas e sobreviventes do acidente aéreo
O piloto Paulo Seghetto, de 55 anos, chegou a ser retirado com vida das ferragens, mas morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
Já os passageiros, integrantes da família Fries, ligada ao agronegócio goiano, sobreviveram ao acidente.
Estavam a bordo a empresária Mireylle Fries, o marido Bruno Almeida Souza e os dois filhos do casal, de 4 e 6 anos. Todos foram encaminhados ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Além dos ocupantes da aeronave, o acidente também atingiu pessoas que estavam na orla. Uma professora, que passava pelo local no momento da explosão, sofreu fraturas na perna ao ser atingida pelas chamas.
O que dizem as investigações
De acordo com o Cenipa, a apuração preliminar indica que houve “excursão de pista”, termo usado quando a aeronave ultrapassa os limites da pista durante o pouso.
O órgão informou que a pista do aeroporto de Ubatuba tem 940 metros, enquanto o modelo do avião necessita de 789 metros em condições ideais.
No dia do acidente, chovia e a pista estava molhada, fatores que podem ter comprometido a frenagem da aeronave.
Os investigadores também apontaram que o jatinho estava regular para uso particular, mas não possuía autorização para operar como táxi aéreo.
