
Funcionários da SAEG (Companhia de Serviço de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá) entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (9).
A paralisação foi organizada pelo SINTAEMA (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo), e teve início à meia-noite, com forte mobilização em frente à sede da empresa, mesmo sob chuva.
O principal motivo da greve é o não pagamento da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) referente ao ano de 2024, o que, segundo o Sintaema, fere o acordo coletivo firmado com os trabalhadores.
Para o sindicato, a atitude representa um desrespeito direto aos servidores que prestam serviços essenciais à população.
“O Sintaema não vai arredar o pé. Vai seguir pressionando até que a empresa respeite o acordo e pague o que é devido. Porque direito não se negocia — se conquista e se garante na luta!”. Afirmou a direção do sindicato em nota.
O sindicato destacou que a greve é uma resposta firme diante de um “ataque aos direitos conquistados”.
SAEG de Guaratinguetá diz que situação depende de diretrizes do governo
Segundo a SAEG, a greve foi comunicada pelo Sintaema no dia 4 de junho e que o motivo é a ausência de pagamento da PLR.
No entanto, a empresa esclarece que o benefício não foi pago devido à falta de diretrizes específicas do Poder Executivo, conforme exige a Lei Federal nº 10.101/2000, que trata sobre a participação nos lucros de trabalhadores em empresas estatais.
“A SAEG esclarece que o não pagamento da PLR decorre da necessidade de se estabelecer diretrizes específicas pelo Poder Executivo, fato este não realizado em 2024, criando uma insegurança jurídica para tal pagamento do benefício”. Afirmou a companhia.
A SAEG garantiu à população que os serviços essenciais de água e esgoto seguem mantidos, conforme previsto na Lei Federal nº 7.783/1989, que regula o direito à greve no serviço público. A empresa também informou que está tomando todas as medidas necessárias para resolver a situação o quanto antes.