
Os trabalhadores da GV do Brasil, em Pindamonhangaba, iniciaram uma greve nesta terça-feira (20), após rejeitarem a proposta de reajuste apresentada pela empresa durante as negociações da Campanha Salarial. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a paralisação recebeu apoio da maioria dos funcionários, que deixaram a fábrica. Apenas os serviços essenciais continuaram em funcionamento.
De acordo com o sindicato, a proposta da empresa não previa aumento real de salário, ou seja, reajuste acima da inflação. Além disso, os trabalhadores reivindicam melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A entidade afirma que a fábrica apresentou bons resultados de produção ao longo do ano, inclusive após a expansão das atividades no setor de Laminação.

Sindicato cobra reajuste após expansão da produção
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, André Oliveira, afirmou que a entidade tentou negociar melhores condições em diversas reuniões com representantes da empresa. Segundo ele, a ampliação da capacidade produtiva não resultou em uma proposta salarial considerada satisfatória pelos funcionários.
“Tentamos de todas as formas, em várias reuniões, mostrar para a empresa a insatisfação dos trabalhadores. A empresa dobrou as produções com a expansão, mas continua intransigente em não dar o aumento. Os trabalhadores sabem como é o dia a dia da produção, decidiram entrar em greve pelo reajuste e nós seguimos firmes na defesa desse direito dos trabalhadores”, declarou Oliveira.
A mobilização já havia avançado no dia 8 de outubro, quando os metalúrgicos realizaram uma assembleia e aprovaram o comunicado de greve. Com a rejeição da proposta salarial, os funcionários decidiram interromper as atividades nesta terça-feira.
A GV do Brasil atua no setor siderúrgico e integra o grupo mexicano Simec. A unidade de Pindamonhangaba emprega atualmente cerca de mil trabalhadores. Até o momento, o sindicato não informou uma previsão para o encerramento da paralisação ou a realização de uma nova rodada de negociações.
O outro lado
A reportagem da CBN Vale entrou em contato com a GV do Brasil para solicitar um posicionamento sobre a greve, as reivindicações dos trabalhadores e as negociações salariais. No entanto, a empresa não havia respondido até a publicação desta matéria.
O espaço permanece aberto para manifestações e esclarecimentos da empresa.
