Trabalhadores da Avibras fazem protesto em frente à sede do BNDES

Trabalhadores da Avibras fazem protesto em frente à sede do BNDES
(Foto: Reprodução/Cris Cunha) à sede do BNDES à sede do BNDES

Funcionários da Avibras e o Sindicato dos Metalúrgicos (Sindmetal) de São José dos Campos, realizaram na manhã desta quarta-feira (3) um protesto em frente ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. Os funcionários reivindicam o pagamento dos salários e a permanência dos empregos na planta situada em Jacareí. Desde o dia 09 de setembro do ano passado, os trabalhadores estão em greve.

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Segundo o Sindmetal a manifestação, na sede do maior banco de incentivo ao desenvolvimento do país, pede uma intervenção efetiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “em socorro aos trabalhadores, que estão há sete meses sem salários.” 

Os metalúrgicos reiteram em nota que o governo federal pode, entre outras medidas, utilizar parte do orçamento do Ministério da Defesa para comprar produtos militares da Avibras, preservar os empregos dos metalúrgicos e afastar a ameaça de venda da empresa a grupos estrangeiros.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas, defende que a Avibras seja estatizada, por ser a alternativa mais eficaz para garantir os direitos dos trabalhadores e a defesa da soberania nacional.

Em março, o Sindicato enviou uma carta ao presidente Lula (PT), solicitando reunião para que seja discutido o futuro da fábrica e dos trabalhadores. Ainda não houve retorno. Na próxima semana, estão programados encontros com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento e Indústria Geraldo Alckmin (PSB) e representantes do Ministério da Defesa.

Outro ponto reivindicado pelo grupo, segundo nota, é a postura do banco, que tem prejudicado os operários no processo de recuperação judicial da empresa, em trâmite na Justiça. Os representantes do banco (que também é credor da Avibras) têm feito repetidos pedidos de suspensão das assembleias. A próxima será em três meses, quando os trabalhadores poderão completar 10 meses sem pagamento, afirma o Sindmetal.

à sede do BNDES