
Trabalhadores da General Motors (GM) suspenderam a greve iniciada em 23 de outubro e retornaram ao trabalho após assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (8).
Representantes da montadora e os sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes, todas no estado de São Paulo, chegaram a uma proposta de acordo, após 17 dias de paralisação.
O acordo aprovado na assembleia com os trabalhadores condiciona a suspensão da paralisação ao pagamento dos dias parados para todos na fábrica e à licença remunerada para quem havia sido demitido. Também foi aprovado um aviso permanente de greve, ou seja, caso a empresa não cumpra o acordo aprovado, a paralisação será retomada.
Ainda, segundo sindicatos, as negociações continuarão nos próximos dias em busca de alternativas que evitem futuras demissões. Uma comissão de sete trabalhadores foi formada e aprovada em assembleia para acompanhar as reuniões
A GM já havia se comprometido a cancelar as 1.244 demissões nas três fábricas, obedecendo à determinação judicial. No entanto, de acordo com os sindicalistas, a empresa havia descontado os dias parados durante a greve e deixado de cumprir um acordo de layoff que estabelece estabilidade no emprego para todos da fábrica de São José dos Campos até maio de 2024.
O cancelamento das demissões foi determinado por meio de liminar, pelos Tribunais Regionais do Trabalho (TRT da 2ª e 15ª) e pelo Tribunal Superior do Trabalho. Uma audiência de conciliação estava prevista para hoje no TRT, mas foi cancelada em razão do acordo aprovado na assembleia.
Produção retomada
Com a greve unificada entre as três fábricas da GM no estado de São Paulo, cerca de 12 mil trabalhadores aderiram à paralisação, resultando na suspensão de 100% da produção de veículos nessas unidades.
Durante a greve, iniciada no dia 23 de outubro, os trabalhadores conseguiram cancelar as 1.244 demissões. As negociações prosseguiram nos tribunais, com ações movidas pelos sindicatos pedindo a reintegração de todos os demitidos.
Em São José dos Campos, 839 funcionários foram readmitidos, assim como outros 300 na planta de São Caetano do Sul e 105 em Mogi das Cruzes.
