
Provavelmente você já teve problemas ou esteve na situação de ajudar uma tia ou avô com dificuldade para pagar uma conta on-line, imprimir um documento ou acessar um aplicativo. Como resposta a esse problema, a tecnologia para idosos vem criando ferramentas com o objetivo de trazer autonomia e segurança a esse público. Este é o tema que o professor Agliberto Chagas abordou na editoria Inovação da CBN Vale 1ª Edição desta terça-feira (20).
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“As pessoas que mais têm dificuldade no uso no dia a dia da tecnologia são as pessoas com 50 anos ou mais. Pensando nisso, os pesquisadores, pessoal da ciência de dados, da TI (Tecnologia da Informação) têm desenvolvido bastante coisas. O Brasil tem cerca de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos”, afirmou o professor.
Idosos que moram sozinhos ou que não têm cuidador disponível todo o tempo têm sido beneficiados por alguns serviços, por exemplo, a pulseira de emergência que tem um botão que, quando acionado pelo usuário, aciona imediatamente uma central, que contacta os familiares.
“A mesma tecnologia tem sido usada para monitorar pessoas com problemas cardíacos e idosos que sofreram queda; para auxiliar na administração dos horários dos remédios, pois, às vezes, o idoso faz confusão na hora de tomar a medicação”, exemplificou.
“O mundo está envelhecendo cada vez mais. A população idosa no Brasil, por exemplo, cresceu cerca de 40% só na última década, então, a gente precisa se preocupar com a tecnologia assistiva a essa faixa etária”.
Se você se pergunta se tais ferramentas já existem, a resposta é sim. A pulseira de assistência, assim como aplicativos como o Safe Health, são fabricados para casos de emergências, seus dados podem ser aproveitados pelo médico, para prescrever tratamentos, ou pelos bombeiros, ao prestar socorro. Planos de saúde também começam a usar ferramentas similares.
Tecnologia para idosos a favor da autonomia
“A tecnologia tem possibilitado que os idosos tenham mais autonomia nas suas tomadas de decisão, porque, quando pedia ajuda, acabava sendo enganado. Com essas tecnologias, ele tem condições de tomar as próprias decisões”, ressaltou Chagas.
“Existem celulares com teclados maiores, também há aplicativos de bancos voltados para esse público-alvo; no INSS ( Instituto Nacional do Seguro Social), por exemplo, já existe Inteligência Artificial contra fraudes para que o idoso fique protegido. A tecnologia vem para dar mais conforto, segurança e qualidade de vida, porque a pior coisa que o idoso pode ter é a insegurança e preocupação de ser enganado”, concluiu o docente.
Ouça o podcast completo com Agliberto Chagas:
