Foto: Reprodução – Suspeito é morto em confronto com a PM
Um homem de 27 anos, procurado pela Justiça, morreu após confronto com a Polícia Militar na tarde desta quarta-feira (20), na Avenida dos Ferroviários, em Cachoeira Paulista. Durante uma tentativa de abordagem, ele colidiu o veículo que dirigia contra a viatura policial e tentou disparar contra os agentes. Na intervenção, os policiais atiraram, atingindo o suspeito, que foi levado ao pronto-socorro local, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial, legítima defesa e tentativa de homicídio. O Corpo de Bombeiros, acionado às 16h40, confirmou que o homem foi atingido na cabeça durante o confronto. As armas envolvidas e o automóvel foram apreendidos, e a perícia foi chamada para esclarecer os detalhes do incidente.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (19), em uma rede social que “por mais que seja repugnante pensar em matar alguém, isso não é crime”. A declaração foi feita logo após a prisão de quatro militares e um policial federal suspeitos de planejar o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A operação da Polícia Federal (PF) foi chamada de “Contragolpe” e resultou na prisão dos envolvidos no plano.
A Polícia Federal revelou detalhes do plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, elaborado por militares golpistas. O plano envolvia sequestros e assassinatos, e foi encontrado no celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A PF conseguiu recuperar documentos apagados, nos quais os envolvidos discutiam ações contra as três autoridades. O plano, impresso dentro do Palácio do Planalto, descrevia o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes, com codinomes para os alvos, como “Jeca” para o presidente eleito.
Flávio Bolsonaro minimizou o caso, argumentando que o simples desejo de matar alguém não configura crime. “Todo mundo já teve a vontade de matar alguém em algum momento da vida”, disse o senador durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública, que discutia a situação dos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Para ele, um crime só pode ser considerado como tal quando há uma tentativa efetiva de execução. “O que não aconteceu nesse suposto plano de assassinato de autoridade”, completou o parlamentar.
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