
A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte aguarda com otimismo a chegada da Páscoa, uma das datas mais significativas para o comércio, especialmente para supermercados e lojas especializadas em chocolate. Segundo as estimativas do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região), espera-se um crescimento de 5% nas vendas em relação ao ano anterior.
Desempenho Recente do Varejo
A confiança no crescimento das vendas é impulsionada pelo recente desempenho positivo do varejo na região. Em 2023, o faturamento real aumentou 7,1%, alcançando a marca histórica de R$ 59,8 bilhões. Além disso, dezembro de 2023 registrou o maior crescimento real da história, com um aumento de 5,8% em comparação com o mesmo período de 2022.
Mercado de Trabalho em Alta – vendas da Páscoa
O mercado de trabalho também reflete o bom desempenho das vendas, de acordo com o Sincovat. O comércio varejista de doces, balas, bombons e semelhantes encerrou o ano com um estoque de 739 empregados celetistas, um crescimento de 16,9% em relação a dezembro de 2022, confirmando o bom momento deste segmento.
A queda contínua da taxa de desemprego e a geração de empregos com carteira assinada aumentam o número de pessoas em condições de consumir e comprar ovos de Páscoa. A taxa de desemprego no Brasil encerrou o ano em 7,8%, a menor desde 2014. No Estado de São Paulo, foram abertas mais de 390 mil vagas com carteira assinada e na Região do Vale foram gerados 18.444 empregos.
Preços dos Itens da Páscoa – vendas da Páscoa
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referentes ao mês de janeiro. Com base nessas informações, o Sincovat realizou um levantamento para saber quais dos itens que fazem parte da ceia de Páscoa ficaram mais baratos ou mais caros em relação ao ano passado.
A boa notícia, segundo o Sindicato, é que o preço dos chocolates em barra e bombons subiu apenas 2,8% nos últimos 12 meses, bem abaixo da inflação média geral (4,51%). Entretanto, o preço do cacau mais que dobrou nos últimos 12 meses e isso pode refletir nos preços dos ovos de Páscoa. Outra boa notícia é que os preços do grupo pescados subiram em linha com a inflação geral (+4,57%) e há opções com preços semelhantes ao ano passado como o cação (+1,85%) e a pescada (+1,57%) e até mais baratas como a merluza (-2,74%). Por outro lado, a tilápia subiu 16,08%. O preço do salmão, com a taxa de câmbio mais comportada, variou apenas 0,47%.
No entanto, os itens que costumam servir de acompanhamento, como arroz, batata e pimentão, tiveram um aumento de preço acima da inflação geral. O preço do arroz subiu 25,92% no acumulado dos últimos 12 meses até janeiro. A batata e o pimentão tiveram seus preços elevados em 14,29% e 8,18%, respectivamente. Em contrapartida, o tomate sofreu uma queda no preço de 6,13% e a cebola variou -1,88%. Itens como azeite de oliva e azeitona subiram 39,35% e 2,77%, respectivamente.
Por fim, as bebidas também ficaram mais caras, com destaque para o suco de frutas (+8,54%) e para o refrigerante e água mineral (+6,15%). A cerveja subiu 3,96% e o vinho variou apenas 2,22%.