Servidores de Taubaté entram em greve por reajuste salarial e benefícios

Manifestação dos servidores municipais de Taubaté
Manifestação dos servidores municipais de Taubaté. Foto: Léo Poli

Os servidores municipais de Taubaté iniciaram nesta terça-feira (2) uma greve por tempo indeterminado, que já afeta escolas e serviços públicos da cidade. A categoria cobra reposição salarial, reajuste de benefícios e compensação das perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos.

Segundo informações do portal G1, pelo menos cinco escolas municipais suspenderam as aulas ou operam parcialmente devido à adesão de professores ao movimento. Em algumas unidades, auxiliares mantêm parte das atividades, mas sem a presença de docentes efetivos em sala de aula.

Além da paralisação, cerca de 1.500 servidores realizam durante a manhã de hoje um protesto em frente ao Paço Municipal, no Centro. Durante a manifestação, o portão principal da Prefeitura permaneceu fechado, o que prejudicou o atendimento ao público.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal, a categoria estava em estado de greve desde 15 de maio e decidiu iniciar a paralisação após não avançar nas negociações com a administração municipal. A entidade ainda contabiliza o número de servidores que aderiram ao movimento.

Entre as reivindicações, os trabalhadores pedem a reposição das perdas inflacionárias estimadas em cerca de 9,5%, além de reajuste salarial e melhorias nos benefícios oferecidos aos servidores.

Outro lado

Em nota, a Prefeitura informou que acompanha a greve e solicitou ao sindicato documentos que comprovem a legalidade do movimento, como a ata da assembleia realizada em 28 de maio, a lista de presença e o resultado da votação que aprovou a paralisação.

A administração também destacou que os dias não trabalhados podem gerar desconto nos vencimentos, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, a Prefeitura de Taubaté publicou um decreto que mantém o funcionamento dos serviços considerados essenciais, incluindo Saúde, Segurança, Assistência Social, Educação, Zeladoria e Mobilidade Urbana.

A Prefeitura informou ainda que apresentou uma proposta para ampliar o vale-alimentação dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,56 a partir de setembro. Segundo o governo municipal, as negociações avançaram nas pautas sociais, mas divergências na área econômica ainda impedem um acordo.

Por fim, a administração afirmou que respeita o direito de greve e mantém diálogo com os representantes da categoria para tentar encerrar o impasse.