
Servidores da educação de São José dos Campos realizaram ao longo de toda quarta-feira (24) uma paralisação contra a pandemia da Covid-19 e a manutenção das atividades presenciais em meio a fase emergencial do Plano São Paulo. O município manteve as aulas, respeitando o limite de 35% da capacidade das turmas e demais protocolos sanitários.
• Leia mais notícias da região clicando aqui
Em diferentes escolas, profissionais da área realizaram atos reivindicando trabalho remoto e vacinação contra o vírus para o grupo. Na tarde de hoje (24), o governador João Doria anunciou que 350 mil professores e demais funcionários de escolas estaduais, municipais e particulares com idade a partir de 47 anos também serão incluídos na campanha de imunização.
Em publicação nas redes sociais, o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv-SJC) classificou as aulas presenciais como uma atitude negacionista do governo Felicio Ramuth (PSDB), colocando em risco a vida de profissionais e alunos. Para a categoria, a importância das escolas e do ensino aos alunos é importante, “mas não podem correr o risco de morrer ou de se contaminar para que, de forma fantasiosa, tente recuperar o ensino”.
Ainda segundo o Sindserv, há mais de 100 casos (suspeitos e confirmados) de Covid-19 entre alunos e professores de São José. A categoria entregou uma ‘carta de reivindicações da Educação Municipal’ à Prefeitura, para que seja revertida a decisão de manter os profissionais nas escolas com as aulas presenciais em meio a alta de casos e internações pela doença, além de reivindicar o trabalho remoto.
A CBN Vale acionou a Secretaria de Educação e Cidadania a respeito do número de confirmações por Covid-19 informado pelo Sindserv, bem como sobre o recebimento da carta de reivindicação da entidade e a opção em manter as aulas presenciais em meio a fase emergencial, mas a pasta optou não comentar sobre estes assuntos.
