Secretária de Saúde de Jacareí atualiza situação da vacinação na cidade e tranquiliza sobre polêmica da AztraZeneca

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Recentemente, casos de trombose associados à administração da vacina contra Covid-19 produzida pela AztraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, chamaram a atenção mundial, levantando dúvidas sobre a segurança dessa opção de vacina.

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Com a vacina da Oxford/AstraZeneca, até 4 de março, a EMA (Agência Europeia do Medicamento) havia constatado 222 quadros de trombose entre 35 milhões de vacinados, cerca de um a cada 175 mil imunizados.

De acordo com Rosana Gravena, vice-prefeita e secretária de saúde de Jacareí, a proporção de pessoas que tiveram tromboembolismo é a mesma proporção de pessoas que não tomaram a vacina e desenvolveram a doença, por isso, segundo ela, não há porque se preocupar.(Ouça a reportagem ao final do texto)

Em Jacareí, por exemplo, as duas últimas levas recebidas foram todas da AstraZeneca. A Organização Mundial da Saúde (OMS), formada por especialistas em imunização de todo o mundo, recomenda o uso do imunizante. Segundo o documento de recomendação, ele é extremamente eficaz e os benefícios da vacina superam os riscos.

A secretária de Saúde esclarece que quem perdeu ou ainda não foi se vacinar contra Covid-19 pode ir até uma unidade de saúde. É preciso levar um documento de identificação com foto e comprovante de endereço. Quem tem comorbidade precisa levar um comprovante da condição de risco.

Xepa da vacina

Quem perdeu a dose pode ficar despreocupado e não precisa ir na chamada “xepa” da vacina, que é a sobra de doses do imunizante. A médica Rosana Gravena revela que na cidade isso não está acontecendo, já que o uso da Astrazeneca pode ser feito em 48 horas, ou seja, a sobra é utilizada no dia seguinte. 

Gravena diz que o método da “xepa” não é ruim, mas é preciso controle. Segundo ela, foi baixada na capital uma normativa disponibilizando um sistema para cadastro de pessoas que possam ser contempladas. Jacareí não recebeu a plataforma, mas caso receba, a médica afirma que será muito bem empregada. 

Lembrando que na cidade e em outras do Estado, a vacinação para grávidas e puérperas com comorbidades segue temporariamente suspensa por determinação da Anvisa. Em caso de dúvidas, o munícipe pode ligar no 156.

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