
O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado morreu aos 81 anos. A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo Instituto Terra, organização fundada por ele e por sua esposa, Lélia Deluiz Wanick Salgado.
A trajetória de Sebastião Salgado
Nascido em Aimorés, em Minas Gerais, Salgado faleceu em Paris, onde vivia. O artista enfrentava problemas de saúde desde que contraiu malária nos anos 1990. Em 2024, ele havia anunciado a aposentadoria do trabalho de campo, mencionando os impactos físicos da atividade.
Formado em economia, Salgado se dedicou à fotografia a partir de 1973. Graduou-se na Universidade Federal do Espírito Santo e realizou mestrado e doutorado na área pela Universidade de São Paulo e pela Universidade de Paris. Sua carreira fotográfica ganhou reconhecimento mundial com projetos como Trabalhadores, Êxodos e Gênesis, sempre marcados pela estética em preto e branco e forte compromisso social e ambiental.
Reconhecimento internacional
Ao longo de sua trajetória, percorreu mais de 120 países documentando questões como migração, pobreza, meio ambiente e condições de trabalho. Um de seus trabalhos mais icônicos foi o registro da mineração em Serra Pelada. Além da fotografia, Salgado contribuiu ativamente para a preservação ambiental com a criação do Instituto Terra em 1998, dedicado à recuperação da Mata Atlântica.
Reconhecido internacionalmente, foi embaixador da Boa Vontade do Unicef e recebeu diversos prêmios, como o Príncipe de Astúrias das Artes, o World Press Photo, o Prêmio Jabuti e o Praemium Imperiale. Também recebeu títulos de Doutor Honoris Causa por universidades como Harvard, UFES e UFAC.
Sebastião Salgado deixa um legado histórico para a fotografia mundial, tanto pela força estética de suas imagens quanto pelo impacto social e ambiental de seu trabalho. “Já vivi tanto e vi tantas coisas”, declarou ele em uma de suas últimas entrevistas ao The Guardian.
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