“Se a vacinação fosse antecipada, a situação seria diferente hoje em dia”, comenta médico Danilo Stanzani

"Se a vacinação fosse antecipada, a situação seria diferente hoje em dia", comenta médico Danilo Stanzani
(Foto: Adenir Britto/PMSJC)

Na relação a cada 100 habitantes, o Brasil caiu duas posições e é o 62º no ranking global de aplicação de doses da vacina contra Covid-19. Entre os países que compõem o G20, que é o grupo das 20 maiores economias do mundo, o país desceu ocupa a 10º posição.

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O país tem, a cada 100 habitantes, pouco mais de 27 doses aplicadas. Quem está na liderança é o Reino Unido, com 83,49 doses. Os Estados Unidos estão em segundo, com 81,79. O Canadá fica na terceira posição (48,79), seguido pela Alemanha (47,04), Itália (45,34) e França (42,81). A Arábia Saudita (32,80) está em 7º lugar, seguida pela Turquia, com 30,56 doses da vacina.

O médico Danilo Stanzani, diretor técnico da Santa Casa de São José dos Campos, avalia que se o Brasil tivesse iniciado a vacinação no ano passado, o quadro seria diferente. Segundo ele, até mesmo a contaminação pela doença seria menor e já haveria imunização para pessoas mais jovens, que são as que mais estão morrendo por Covid-19 atualmente. (Ouça a reportagem ao final do texto)

Para Stanzani, apesar de todo o atraso, agora o Ministério da Saúde compreende a importância da prevenção e da vacinação contra o novo coronavírus, o que pode auxiliar no avanço da imunização no país.  

Pesquisa nacional

O Ministério da Saúde começou a enviar, no dia 17 de maio, mensagens de confirmação por SMS e WhatsApp aos brasileiros selecionados para a Pesquisa de Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil (PrevCov). O estudo vai mapear o comportamento do novo coronavírus em território nacional e deve contar com a participação de mais de 210 mil pessoas em 274 municípios do País.

A pesquisa, para Danilo Stanzani, trará maior lucidez de como age o vírus dentro do país, deixando de lado informações importadas de outros locais, já que em cada território há comportamentos e sintomas diferentes.

O Ministério reforça que nenhum dado pessoal, como CPF, RG, endereço ou conta bancária, é solicitado no texto. É apenas uma mensagem de aviso e confirmação. Os selecionados são os mesmos que já participaram da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Covid-19), realizada em 2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão de conclusão do novo estudo é para setembro deste ano.

Ouça a reportagem clicando no player de áudio abaixo: