
O estado de São Paulo detém a liderança no ranking brasileiro de mortes por doenças cardiovasculares. Das 364.132 mortes registradas, em 2019, 89.438 ocorreram em terras paulistas: média de um a cada quatro óbitos.
• Leia mais notícias da região clicando aqui
Mas, diferentemente do que ocorre no restante do Brasil, em São Paulo o principal vilão é o infarto, enquanto os brasileiros de outros estados padecem mais de acidente vascular cerebral (AVC). Os dados foram levantados pela SOCESP (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), com base em informações públicas do Sistema Único de Saúde.
Dra. Lília Nigro Maia, diretora da sociedade, analisa que além de estar associado ao aumento do nível de estresse diário, o alto índice de mortalidade por doenças cardiovasculares também se deve ao fato da pandemia, onde muitos tem medo de ir ao hospital.(Confira a reportagem no final do texto)
A situação se junta também às clinicas de saúde que diminuíram a frequência de exames nesta época de pandemia. Exames simples desde testes sanguíneos até avaliações cardíacas estão mais difíceis de serem agendados.
A pesquisa da SOCESP ainda revela que há cerca de 60 anos, a proporção de mortes por DCVs era de nove homens para uma mulher. Mas, atualmente, o cenário está praticamente equilibrado, principalmente quando a causa mortes é o AVC. A proporção de mortes por doenças cardiovasculares em mulheres no país também aumentou 37% nos últimos anos.
Dra. Lília Nigro Maia, alerta que os sintomas das mulheres são diferentes do homem e quando ela vai ao hospital, o caso é subestimado e se descarta possível AVC ou infarto.
Outra preocupação é o nível de estresse da mulher que pode ser maior que o dos homens, já que muitas precisam trabalhar e cuidar de atividades dentro de casa e organizar a vida com a rotina dos filhos.
Para evitar essas e outras doenças, o ideal é ter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas e adotar medidas que possam aliviar o estresse. É válido lembrar que a pandemia não é desculpa para comer com pouca qualidade nutricional, abusando de alimentos gordurosos e calóricos ou para deixar lado o exercício físico.
Ouça a reportagem clicando no player de áudio abaixo: