
São Luiz do Paraitinga será o primeiro município do estado de São Paulo a receber o novo sistema de alertas de eventos extremos, anunciado nesta quarta-feira (6) pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A novidade integra um pacote de investimentos na área ambienta. Os investimentos chegam e R$ 336 milhões. Deste valor, R$ 4 milhões serão destinados para a ampliação do Sistema de Alerta de Risco (Sisar).
Com a tecnologia, a Defesa Civil estadual pretende conectar o monitoramento de cheias por sistemas de radar às sirenes de alerta. O equipamento vai monitorar o risco de inundações e deslizamentos.
Como vai funcionar
A continuidade da instalação do chamado Sisar (Sistema de Sirenes de Alerta de Risco), prevê a implementação de duas metodologias para conectar o sistema de alerta com a telemetria dos rios.
Segundo o Governo de São Paulo, diversos rios já possuem telemetria para monitoramento de suas cotas de inundações. Com isso, essas sirenes serão instaladas em regiões de risco de inundações.
No momento que o nível dos rios chegaram nas cotas, as sirenes serão acionadas como forma de orientação para evacuação momentos antes da inundação.
O município de São Luiz do Paraitinga foi escolhido para ser o primeiro a receber o sistema devido à tragédia de 2010.
Na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, as sirenes já são utilizadas na Vila Sahy, em São Sebastião.
Tragédia em São Luiz do Paraitinga
Na virada de 2009 para 2010, São Luiz do Paraitinga foi atingida por uma enchente.
Somente no dia 31 de dezembro, choveu 200 milímetros. Ou seja, em um único dia, caiu mais água do que era esperado para todo o mês de dezembro.
Na época, o rio que corta o município subiu cerca de 12 metros, provocando a maior tragédia da história do município.
Vale destacar que em 2024, São Luiz do Paraitinga também ficou debaixo d’água, quando o rio subiu mais de quatro metros. A Prefeitura chegou a decretar situação de emergência.