
Em um mês, o hospital de retaguarda para pacientes com doenças não relacionadas a Covid-19 começou a funcionar em São José dos Campos. O espaço, anexo ao Hospital Municipal, possui 40 leitos. O tempo foi considerado recorde em construção na cidade.
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Diferente de como normalmente são construídos hospitais pelo Brasil, no sistema tradicional de alvenaria, a estrutura foi erguida pela técnica de construção modular, que funciona através do encaixe de módulos pré-fabricados. O método, apesar de ser mais caro, é mais ágil e pode ser concluído em curto espaço de tempo.
É justamente por essa possibilidade de reduzir, em até a metade, o tempo de execução, somada ao controle total dos processos, que torna o investimento cada vez mais procurado no país.
Segundo Anderson Farias, vice-prefeito e secretário de Governança de São José, o projeto levou 35 dias entre construção e início do funcionamento. Se fosse pelo método tradicional, a construção levaria ao menos um ano.(Confira a reportagem no final do texto)
O hospital de retaguarda ocupa uma área de 3,1 mil metros quadrados, com 1,5 mil metros de área construída. Ao contrário do que era previsto, a iniciativa privada arcou com a maior parte dos custos, o que ajudou na economia do dinheiro público.
A técnica é pouco adotada no país e, em especial, no Vale do Paraíba. O vice-prefeito conta que o local vem sendo modelo para outras cidades e que vem recebendo visitas constantes de representantes que estão pensando em adotar o método em outro município.
Na época, em julho de 2020, os pacientes da ala pediátrica e do pronto-socorro infantil foram transferidos ao hospital de retaguarda. Desta forma, o Hospital Municipal ficou com mais espaço para receber pacientes com Covid-19 ou com suspeita da doença. Diferente de um hospital de campanha, o local ficará disponível para tratamentos mesmo depois da pandemia.
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