São José dos Campos firma concessão para tratar chorume no próprio aterro sanitário

A previsão é que o sistema esteja totalmente implantado no aterro sanitário até o fim do segundo semestre
Foto: PMSJC

A Prefeitura de São José dos Campos assinou, nesta quarta-feira (25), o contrato de concessão para implantação de um sistema de tratamento de chorume na Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos (ETRS) do município.

O chorume é o líquido resultante da decomposição dos resíduos sólidos em aterros sanitários. Atualmente, o material é transportado para tratamento fora da cidade, percorrendo cerca de 250 quilômetros no trajeto de ida e volta. Com o novo modelo, o processamento passará a ser feito no próprio aterro, eliminando a necessidade de deslocamento.

Segundo a Prefeitura, o tratamento in loco permitirá a geração de subprodutos, como biofertilizantes e água de reuso. A água tratada poderá ser utilizada na irrigação de áreas verdes públicas, na lavagem de vias e na manutenção da própria ETRS. A medida também deve reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO₂) associadas ao transporte do material.

Concessão de 20 anos

A Urbam (Urbanizadora Municipal) firmou contrato de concessão administrativa com a OuroNitro para instalação, operação e manutenção da unidade de tratamento. O prazo da concessão é de 20 anos, e a previsão é de que o sistema esteja totalmente implantado até o fim do segundo semestre deste ano.

De acordo com a Urbam, a iniciativa poderá gerar economia de até 40% nas despesas relacionadas à coleta, transporte e destinação do chorume. Também está prevista redução de custos com a compra de água para serviços públicos.

Aterro sanitário

O aterro sanitário do município já recebeu nota máxima da Cetesb em cinco avaliações, sendo quatro consecutivas, em razão das práticas adotadas na estação de tratamento.

Outra iniciativa em operação no local é o aproveitamento do biogás gerado pelo aterro para produção de energia elétrica. Segundo a Prefeitura, a geração é suficiente para abastecer o equivalente a cerca de 30% dos prédios públicos municipais.