Santa Casa de São José celebra a marca de 500 transplantes de fígado

Santa Casa de São José celebra a marca de 500 transplantes de fígado
Crédito da foto: Divulgação/Santa Casa de SJC

A Santa Casa de São José dos Campos – referência em transplante de fígado na região do Vale do Paraíba – realiza, nesta quarta-feira, às 19h, um evento para celebrar a história de 500 pessoas que, ao longo de 16 anos do serviço na instituição, receberam o órgão e, com ele, uma chance de recomeço. O evento, que homenageará pacientes e equipe médica, acontecerá no Auditório Humanitas, da Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos.

Em volume de transplantes, a Santa Casa de São José dos Campos ocupa o 4º lugar no Estado, sendo o único hospital do interior que realiza o procedimento intervivo (técnica na qual uma parte do fígado de uma pessoa saudável é retirada e transplantada para um receptor com doença hepática grave) e o transplante duplo (de fígado e rim). A taxa de sobrevida dos transplantes na instituição, em 2024, foi de 91%. No interior, o índice foi de 71%, e no Estado, de 77%.

O evento também destacará a importância da doação de órgãos, um ato que pode salvar até oito vidas, mas que ainda encontra resistência de muitas famílias.

Santa Casa de São José celebra a marca de 500 transplantes de fígado
Crédito da foto: Divulgação/Santa Casa de SJC

500º transplante

O gesto de amor e solidariedade de uma família transformou a vida de Antônio Catigero da Silva, de 63 anos, morador de Pindamonhangaba e 500º transplantado da Santa Casa. O procedimento hepático foi realizado em 9 de janeiro, após sete meses de espera por um fígado compatível.

Antônio trabalhava como segurança noturno e, para conseguir dormir durante o dia, fazia uso de medicamentos. O excesso levou ao desenvolvimento de cirrose hepática, o que tornou o transplante necessário.

A preocupação e a tristeza dominavam o dia a dia de Antônio até que um telefonema mudou tudo. “Minha esposa e eu estávamos muito tristes e preocupados. Quando me ligaram avisando que havia um doador compatível, fiquei muito emocionado. Deus ajudou para que tudo desse certo”, conta ele, que agora se recupera do procedimento e já faz planos para o futuro. “Quero voltar a ter uma vida normal, saudável, poder caminhar e seguir a vida que sempre gostei de levar”.

O começo de tudo

Foi em maio de 2009 que a angústia da espera chegou ao fim para o representante comercial Lino Francisco Faccina, de 63 anos, morador de Atibaia e primeiro transplantado da Santa Casa de São José dos Campos. Sofrendo de câncer de fígado em decorrência de uma hepatite C, Faccina aguardou 79 dias pela doação do órgão. Até que, à 1h da manhã, recebeu um telefonema com a tão esperada notícia. “O médico disse que estava saindo para fazer a captação do órgão e que eu deveria ir até a Santa Casa. Foi uma sensação indescritível”, recorda.

Quase 16 anos depois, ele celebra a transformação que o transplante trouxe para sua vida. “Vivo maravilhosamente bem, mais saudável. Melhorou tudo, em todos os aspectos. Agradeço a todos os profissionais que fazem esse milagre da vida. Muito obrigado por tudo”.