Sabesp identifica mais de 250 ligações de esgoto irregulares em São José

esgoto sabesp
(Foto: Reprodução)

A Sabesp e a Prefeitura de São José dos Campos realizam, desde julho de 2021, uma força-tarefa com o objetivo de melhorar as condições sanitárias no município, buscando identificar lançamentos irregulares na rede de esgoto e nas galerias de águas pluviais. Entre julho de 2021 e primeira semana de janeiro 2022, quase 1.500 imóveis foram vistoriados e 267 apresentaram irregularidades na ligação à rede coletora de esgoto operada pela Sabesp. Os responsáveis foram orientados a corrigir o problema.

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Além da região central, ponto de partida das ações de fiscalização, bairros como Nova Michigan, Jd. Satélite, Jd. Aquarius, Jd. Souto, Galo Branco, Chácaras Havaí e São Francisco Xavier já receberam o mutirão, que acontece semanalmente (segundas, quartas e sextas-feiras).

Ligações irregulares à rede coletora prejudicam o saneamento

Na época de chuvas fortes, o momento requer atenção. Medidas simples da população podem evitar entupimentos da rede coletora e o retorno do esgoto para dentro dos imóveis. Entre elas, não jogar lixo no vaso sanitário nem óleo de fritura na pia e também verificar se ralos e calhas enviam a água de chuva para a galeria pluvial.

No Brasil, onde há grande volume de chuvas, especialmente no verão, é proibido lançar água pluvial nos ramais de esgotos. No Estado de São Paulo, o decreto 5.916/75 determina a regra.

Por isso é necessário que os imóveis tenham duas saídas. A de esgoto recolhe os resíduos dos vasos sanitários, chuveiros, pias, máquinas de lavar roupa, máquinas de lavar louça e tanques. É uma tubulação de menor porte, já que esse volume não costuma sofrer grandes variações. Já a saída pluvial, maior, reúne a chuva e a água de lavagem que escoa por ralos e calhas. Os tubos devem ser separados para que o esgoto seja enviado para tratamento e para que as águas pluviais sejam encaminhadas para córregos, rios ou piscinões.

Porém, em alguns imóveis, na maioria das vezes por desconhecimento da regra, há uma única saída, ligando água da chuva à rede coletora de esgoto. Em época de temporais, como o volume é muito grande, os coletores não conseguem dar vazão, provocando vazamento de esgoto nas ruas ou dentro de casa. Da mesma forma, a caixa de inspeção do esgoto não deve ser aberta para escoar a chuva.