
A Rússia deu início na madrugada desta quinta-feira (24) aos ataques militares em territórios da Ucrânia. Segundo o governo russo, os bombardeios visam bases aéreas ucranianas e outras áreas militares, em zonas não povoadas.
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Segundo as primeiras informações, o ataque teria ocorrido pelas fronteiras com Rússia, Bielorrússia e Crimeia. O Exército ucraniano diz ter abatido cinco aviões russos e um helicóptero.
Em discurso na madrugada desta quinta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma “operação militar especial” na região de Donbas, no leste da Ucrânia, controlada por separatistas pró-Rússia, que ele declarou independente nesta semana. Putin também afirmou que os ataques visam proteger civis de etnia russa em Donetsk e Luhansk.
“Os confrontos entre forças ucranianas e russas é inevitável, é apenas uma questão de tempo”, declarou o líder russo. “As circunstâncias exigem ação decisiva da Rússia. Não podemos tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”.
O líder russo afirmou que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.
Em declaração, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que “as orações do mundo estão com a Ucrânia, que sofrem com injusto ataque por forças militares russas”.
De acordo com a agência de notícias estatal russa Tass, o Ministério russo da Defesa disse que está usando “armas de alta precisão” para inutilizar a “infraestrutura militar, instalações de defesa aérea, aeródromos militares e aviação das Forças Armadas da Ucrânia”.
“A Rússia lançou ataques contra nossa infraestrutura militar e postos fronteiriços”, disse hoje o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em vídeo divulgado em uma rede social. Zelensky impôs a lei marcial em todo o território. Pediu aos ucranianos que evitem “pânico” e confiem na capacidade do Exército para defender o país.
