
O feriado de Nossa Senhora Aparecida foi marcado por fé e devoção, mas também por tragédias nas estradas do Vale do Paraíba.
Um dos casos mais graves aconteceu em Lorena, onde o policial militar Luiz Guilherme Crispim de Oliveira, de 30 anos, foi assassinado durante um assalto na madrugada de sábado, na rodovia Presidente Dutra. Ele fazia a caminhada com a família rumo a Aparecida quando foi atingido por um tiro no peito. O criminoso fugiu levando a mochila e o celular do policial, que deixa esposa e dois filhos pequenos.
Outro episódio trágico ocorreu na cidade de Canas, onde o jovem Gustavo Henrique dos Santos Pereira, de 19 anos, foi morto a tiros na madrugada de domingo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele e um amigo foram abordados por uma dupla de assaltantes. Gustavo teria reagido e acabou baleado. Os criminosos fugiram levando o celular do outro jovem. O crime ocorreu na Rodovia Oswaldo Ortiz Monteiro.

Acidentes da Via Dutra
De acordo com a concessionária que administra a Via Dutra, ao longo da romaria deste ano, seis pessoas ficaram feridas — cinco com ferimentos leves e uma em estado grave.
Em Pindamonhangaba, um ciclista de 65 anos, que participava da romaria, morreu após ser atropelado por uma carreta, na Via Dutra. O motorista fugiu sem prestar socorro.
No Rodoanel Mário Covas, um romeiro de Mauá, na Grande São Paulo, passou mal durante a caminhada e morreu antes de chegar a Aparecida. A concessionária informou que ele era hipertenso.
Já em Caçapava, dois fiéis foram atropelados por um carro após uma colisão entre veículos. Eles tiveram ferimentos leves e se recuperam bem.
A Polícia Rodoviária Federal registrou um grande número de peregrinos neste feriado: cerca de 39 mil romeiros passaram pela Dutra em direção ao Santuário Nacional, número maior que o do ano passado, que teve pouco mais de 36 mil.
