
A temporada de 2025 do EC Taubaté foi marcada por alegrias e momentos difíceis. Apesar de não ter conquistado títulos e acessos, o Burro da Central voltou a sentir o gosto de coisas que não fazia ou alcançava a muito tempo.
Sob o comando de Alberto Félix, a jornada do EC Taubaté começa na Série A2 do Campeonato Paulista, onde estreou muito mal, com derrotas para a Portuguesa Santista e para o arquirrival São José EC, por 3 a 0, no Martins Pereira. O revés escancarou algo que estava claro: a falta de investimento e planejamento da diretoria taubateana em meio a um torneio de alto nível.
Reviravolta
Mesmo com as críticas públicas do treinador Alberto Félix e a pressão por resultados, o Burro da Central encontrou forças na união e deu a sua volta por cima no jogo seguinte contra o Santo André: vitória por 1 a 0 no ABC Paulista.
Após esse começo conturbado, mas com sinais de recuperação e união, o EC Taubaté construiu uma caminhada sólida na Série A2 do Campeonato Paulista. Ao todo, foram oito vitórias, seis derrotas e dois empates, o que colocou o Burro da Central na quarta colocação geral. Foi o retorno do Taubaté a uma fase eliminatória da Série A2 depois de quatro temporadas (a última tinha sido em 2020).

Quartas da Série A2
E como toda bela história, o destino quis que o adversário fosse o arquirrival São José EC, que após o clássico na segunda rodada, viveu momentos conturbados na competição e terminou na quinta posição, atrás do Taubaté.
No Martins Pereira, o Taubaté sentiu o susto com a sua rede balançando, mas teve a sorte da anulação do gol do São José devido a um toque de mão de Michael Paulista. No Joaquinzão, o clima foi de final de Copa Libertadores. Ruas de fogo e muita animação embalaram o EC Taubaté numa noite marcada por um destino que nem mesmo o melhor roterista poderia escrever.
Logo aos sete minutos do primeiro tempo, Guthierres aproveitou a falha de Ariel Luciano e fez a alegria de mais de 7 mil torcedores presentes. A classificação ainda teve a contribuição do goleiro Douglas Baldini defendendo um pênalti do atacante Thiago Rubim ainda na primeira etapa.
O árbitro apitou e a noite ficou pequena em Taubaté, assim como em 1979, quando o Burro despachou a Águia na semifinal da Divisão Intermediária (Série A2 na época) e deixou o rival na segunda divisão e ainda subiu para a elite em 1980.

Semifinais
Virado a página, vieram as semifinais contra o Primavera. No primeiro jogo, em Taubaté, a expectativa era alta, mas dentro de campo ‘não rolou’. O Burro da Central sentiu a força da boa equipe do Fantasma e frustrou os torcedores que estiveram presentes em peso no Joaquinzão. Derrota por 2 a 0 e com direito a pênalti perdido de Lucas Venuto.
Veio o segundo jogo, e apesar da desvantagem, ainda existia confiança na virada e no acesso. Porém, mais um balde de água fria’. Derrota por 2 a 1 e fim do sonho de voltar à elite do futebol paulista depois de 41 anos (a última vez em 1984).

Segundo semestre do EC Taubaté
Apesar da eliminação e do sonho frustrado na Série A2, o balanço foi positivo e fez a diretoria se animar para disputar a Copa Paulista no segundo semestre, torneio que não disputava desde 2021.
Com o elenco totalmente reformulado, o Burro da Central foi para a Copa Paulista com o objetivo de testar peças para a temporada 2026, sem o objetivo de alcançar a tão sonhada e inédita vaga em um campeonato nacional.
Sob o comando de Rogério Henrique, o início na Copa Paulista foi ruim. Derrota na estreia para o arquirrival São José no Martins Pereira e depois uma sequência de empates contra Santo André, Oeste e Portuguesa Santista. A primeira vitória veio só na última rodada do primeiro turno sobre o São Caetano.
Animado com a vitória sobre Azulão, veio o segundo turno, mas toda essa empolgação foi esfriada com mais uma derrota para o São José, só que dessa vez no Joaquinzão. Com a vida complicada, bastou o Burro ir para a reta final da primeira fase com a missão de tentar se garantir no G4 do grupo 4.
No entanto, o time insistiu no empate com o Santo André e perdeu para o Oeste no Joaquinzão. A eliminação foi concretizada na derrota para a Portuguesa Santista na penúltima rodada. O ‘jogo da despedida’ foi com vitória por 3 a 0 sobre o São Caetano diante da torcida. A campanha na Copa Paulista foi amarga: duas vitórias, dois empates e quatro derrotas.

Bastidores
Paralelamente ao campo, os bastidores se movimentaram após o fim da Copa Paulista para as eleições da Mesa Diretora para o próximo triênio (2025, 2026 e 2027). Os votos foram contados e o empresário Vitor Rodolfo foi eleito presidente do EC Taubaté.
Com ideias novas e um planejamento empresarial, ele visou o Burro da Central como um ‘clube empresa’, apesar das trativas da implantação de uma SAF (Sociedade Anonima do Futebol) ainda estarem em conversas nos bastidores.
Expectativas do EC Taubaté para 2026
Com esse pensamento, o planejamento para 2026 foi feito de forma antecipada. Contratações pontuais feitas por Leonardo Silvério e uma pré-temporada feita de forma organizada, fazem com que o EC Taubaté vá para a Série A2 com o intuito de ‘sofrer menos no início’ e até (porque não) pensar em um acesso à elite do futebol paulista. Veremos as cenas do próximo capitulo…
*por Pedro Bavuso