
A retomada das buscas pelo escoteiro Marco Aurélio Simon, desaparecido no Pico dos Marins, em Piquete (SP), há 38 anos, completou um mês nesta quarta-feira (18). No entanto, as diligências estão suspensas, segundo o Delegado da Polícia Civil, Dr. Marcelo Cavalcante, que está à frente do caso.
O Delegado informou que as buscas pelo corpo de Marco Aurélio haviam sido divididas em cinco pontos, e atualmente elas foram suspensas a partir do ponto 1.
O motivo, segundo o delegado, é porque a operação requer um conjunto de servidores e uma estrutura incomum, envolvendo diversos profissionais. As buscas foram retomadas após uma proposta do Instituto de Criminalística de São Paulo (IC), que utilizou inteligências artificiais para buscar covas de ossos por meio de um Drone.
O sobrevoo no Pico dos Marins, identificou cinco possíveis pontos onde poderiam estar fragmentos de ossos, e após as investigações do primeiro ponto, devido à complexidade do trabalho, os agentes resolveram suspender as buscas nos outros quatro locais para analisar os materiais já coletados que serão submetidos a exames de DNA. Todo o material encontrado foi encaminhado ao IC e não há previsão de retomada das buscas.
A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística trabalham com todas as hipóteses, inclusive com a possibilidade de que Marco Aurélio ainda possa estar vivo. A Polícia Civil ressalta a operação não tem o objetivo de criminalizar alguém, já que todos os crimes estão prescritos, e que o trabalho tem apenas a finalidade de localizar Marco Aurélio.
Desaparecimento
O escoteiro Marco Aurélio Simon, à época com 15 anos de idade, desapareceu no dia 8 de junho de 1985, durante acampamento no Pico dos Marins, em Piquete. E estava com três amigos e o líder dos escoteiros. Durante uma trilha no local, um dos adolescentes torceu o pé e o líder autorizou que Marco Aurélio voltasse sozinho para buscar ajuda no acampamento. Desde então, o escoteiro nunca mais foi visto.
