
Uma pseudorca apareceu morta no mar, a cerca de 4 quilômetros da Ponta do Sepituba, em Ilhabela, durante um monitoramento do Instituto Argonauta. A fêmea, com aproximadamente 4 metros de comprimento, carregava um petrecho de pesca enroscado no corpo. A equipe resgatou o animal e iniciou uma investigação para descobrir a causa da morte.
Em seguida, os pesquisadores levaram a carcaça para a Unidade de Estabilização do Instituto Argonauta, na Praia Grande, em São Sebastião. No local, a equipe começou a necropsia, exame realizado após a morte para identificar o que provocou o óbito. Além disso, os profissionais coletaram amostras biológicas e as encaminharão para laboratórios especializados. Dessa forma, os pesquisadores pretendem ampliar o conhecimento sobre a saúde da espécie e identificar possíveis fatores relacionados ao caso.

Pseudorca
Segundo o Instituto Argonauta, a pseudorca (Pseudorca crassidens) não é uma orca, apesar do nome popular. Na verdade, trata-se de um golfinho de grande porte que pode atingir cerca de 6 metros de comprimento e pesar mais de uma tonelada. Além disso, a espécie vive em grupos, alimenta-se principalmente de peixes e lulas e aparece poucas vezes no litoral brasileiro. Por isso, cada registro fornece informações importantes para a pesquisa científica.
O animal fazia parte do monitoramento do Programa de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), que acompanha possíveis impactos das atividades ligadas à produção e ao transporte de petróleo e gás sobre aves, tartarugas e mamíferos marinhos. Atualmente, o projeto atua entre Laguna (SC) e Saquarema (RJ). Já no litoral paulista, o Instituto Argonauta coordena o trecho que abrange Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião.
