
A Rádio CBN São José dos Campos e Vale entrevistou nesta sexta-feira (11) Rodrigo Mauro Ruiz, superintendente de Negócios e Marketing da Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo), empresa responsável por mais de 170 serviços de tecnologia disponibilizados para o governo de São Paulo, entre eles, a carteira de vacinação digital do Poupatempo.
Rodrigo conversou com a reportagem sobre vários serviços do Poupatempo disponíveis no aplicativo Poupatempo Digital, que podem ser baixados gratuitamente em aparelhos Android e iOS.
Um dos temas abordados foi a segurança digital.
No início do ano, uma falha ocorrida no aplicativo ConectSus, do governo federal, abriu uma brecha para não imunizados burlarem a emissão do passaporte da vacina, documento que atesta a imunização. O Ministério da Saúde informou “que identificou a falha na segunda-feira (24/01), e com a máxima agilidade efetuou a atualização do componente de validação de QR-Code do aplicativo ConecteSUS”.
No caso de São Paulo, a Prodesp desenvolveu um sistema chamado Vacivida, para que todas as prefeituras pudessem imputar os dados da vacinação em suas cidades. Esses dados são agregados nessa plataforma e disponibilizados em forma de Carteira de Vacinação, no aplicativo Poupatempo Digital, também disponível para Android e IOS. A Prodesp também envia os dados da vacinação para o governo federal que agrega no ConectSus.
O superintendente da Prodesp explicou que a carteira de vacinação digital do Poupatempo é valida como passaporte para eventos e viagens, inclusive internacionais, com tradução para inglês e espanhol. Além disso, é um ambiente confiável e até o momento não foi constatado nenhum problema em relação à segurança do sistema.
Fraudes nas carteiras de vacinação de papel
A reportagem perguntou sobre a possibilidade de fraudes no momento da vacinação, já que há relatos sobre pessoas que saíram dos postos de saúde de porte do comprovante de vacinação, mas sem terem sido imunizadas. Afinal, os dados imputados nesses comprovantes, de pessoas que saíram da fila sem se vacinarem, teriam sido computados no Vacivida?
De acordo com Rodrigo, a boa prática recomendada pela Prodesp, e que costuma ser seguida pelos postos de saúde, é que o cidadão receba a carteira de vacinação devidamente preenchida, com dados de lote e validade das vacinas, somente após a aplicação do imunizante. Pode ocorrer, eventualmente, que o usuário receba o documento antes de se vacinar, algo que seria irregular, mas no geral, a recomendação é sempre vacinar primeiro e entregar o comprovante depois.