Presidente do EC Taubaté classifica campanha na Série A2 como “extremamente complexa”

Foto: Victor Cônsoli/EC Taubaté

O presidente do Esporte Clube Taubaté, Vitor Rodolfo, avaliou, em entrevista ao programa CBN Vale Esportes desta terça-feira (3), a campanha do Burro da Central na Série A2 do Campeonato Paulista como “extremamente complexa”, destacando o alto nível de investimento e competitividade do torneio.

A equipe não foi rebaixada para a Série A3, mas também não conquistou vaga no quadrangular final. Na última rodada, contra o Grêmio Prudente, no sábado (7), o Taubaté entra em campo apenas para cumprir tabela.

O dirigente reconheceu que o elenco foi montado com alta expectativa e apresentou números expressivos, sendo um dos melhores ataques da competição (21 gols marcados), mas também com uma das defesas mais vazadas (22 gols sofridos).

Segundo Vitor Rodolfo, ajustes realizados ao longo do torneio foram determinantes para garantir a permanência na divisão, embora o acesso fosse considerado um ‘objetivo viável’.

“A gente vê que algumas coisas precisavam ser corrigidas, fizemos essas correções e por isso nos mantivemos na A2. A expectativa era alta, tínhamos possibilidade de classificação e de lutar pelo acesso. Mas é o futebol, e nem tudo sai conforme o planejado”, afirmou Vitor Rodolfo.

Manutenção de Coelho

Questionado sobre a permanência do técnico Coelho até a sétima rodada, algo que foi muito criticado por torcedores e por analístas, Vitor Rodolfo ponderou que, “quando os resultados não aparecem, é natural buscar explicações”. Ele avaliou que, nas primeiras rodadas, o EC Taubaté apresentou bom desempenho, mas não conseguiu transformar as atuações em vitórias.

O presidente também destacou que o mercado de treinadores apresentava limitações naquele momento. Diversos clubes trocaram de comando praticamente no mesmo período, o que reduziu as opções disponíveis, e alguns nomes estavam fora da realidade financeira do clube. Diante desse cenário, a diretoria optou por uma alternativa compatível com o orçamento e concretizou a contratação de Fahel Júnior.

“Alguns treinadores estavam fora da realidade financeira do Esporte Clube Taubaté. Avaliamos sempre a questão financeira, o timing e o momento do campeonato. Após o jogo contra o Ituano, na sétima rodada, entendemos que não havia mais possibilidade de manutenção do Coelho e avançamos na contratação do Fahel.”

Com Fahel Júnior no comando, o EC Taubaté conseguiu reagir e assegurar a sua permanência na Série A2.

Foto: Victor Cônsoli/EC Taubaté

Bastidores e gestão

O presidente destacou que a permanência na divisão ocorreu sem turbulências internas, algo que considera relevante para clubes do interior, que frequentemente enfrentam problemas extracampo. Ele afirmou que o clube conseguiu zerar débitos, honrar compromissos e quitar pendências herdadas de gestões anteriores.

“É um trabalho passo a passo, que busca continuidade. Sabemos que, a médio prazo, isso vai se consolidar. Manter-se na A2 também é um grande feito.

Agora é analisar o que deu certo, corrigir o que não deu e seguir com o objetivo do acesso, mas com estrutura formada para se manter depois na A1.”

Sede social

Vitor Rodolfo revelou ainda que a sede social esteve sob risco de leilão devido a uma dívida trabalhista envolvendo o atacante Bambam, que atuou pelo clube nas temporadas de 2022 e 2024.

Segundo o presidente, o valor da ação era muito inferior ao valor do patrimônio, e o departamento jurídico conseguiu reverter a possibilidade de inclusão da sede em leilão.

Ele afirmou que o clube reconhece a dívida e que o pagamento será realizado, mas classificou como desproporcional a tentativa de levar o patrimônio a leilão.

“O clube reconhece a dívida e vai arcar com ela. Esse compromisso será pago. Mas não era o momento de colocar a sede em leilão, e conseguimos reverter isso dentro da lei.”

Por fim, o presidente garantiu que tanto a sede social quanto o estádio Joaquim de Morais Filho, o Joaquinzão, estão assegurados e não correm risco de venda ou leilão.

Foto: EC Taubaté