
Mais de 30 prefeitos da Associação de Municípios do Vale do Paraíba (Codivap) se reuniram na última quarta-feira (24) em videoconferência com representantes do Governo do Estado de São Paulo. Na reunião virtual, os representantes das cidades abordaram necessidades, dificuldades e o enfrentamento da pandemia de Covid-19, que desde a primeira semana de março tem se agravado com índices elevados nas ocupações de leitos de UTIs e enfermarias.
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O encontro foi convocado por Marcos Penido, secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, que também é o gestor responsável para atenção ao Vale do Paraíba e região. Na última terça (23), a Diretoria Regional de Taubaté atingiu 87,9% de ocupação nos leitos de UTI destinados a pacientes com coronavírus, sendo que algumas cidades registraram e devem continuar registrando esgotamento da capacidade de atendimento em hospitais.
De acordo com o prefeito Izaias Santana (PSDB), presidente do Codivap, é necessário ampliar leitos, sobretudo da estrutura do Hospital Regional de São José dos Campos, que conta com a possibilidade de ampliação tanto em leitos de UTI como vagas para enfermarias. Este modelo de hospital possibilita também, segundo Izaias, o atendimento a outras regiões do Estado.
O Plano Estadual de Vacinação (PEV) também foi discutido entre os prefeitos. Segundo os representantes do Codivap, há defesagem entre as doses encaminhadas aos municípios para o número de pessoas que precisam receber a imunização. Ainda há profissionais da saúde e idosos de diversas idades que, segundo Izaias, ainda não se vacinaram contra a Covid-19.
Litoral
No encontro, foram debatidas medidas emergenciais para Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba – tendo em vista o feriado de dez dias na capital paulista e a possibilidade de diversos turistas descerem às cidades litorâneas e não respeitarem as medidas impostas pelo Plano São Paulo. A expectativa é de que haja apoio das polícias na logística e controle de acesso aos municípios.
Fase emergencial
Para a presidência da Associação, a saída da atual fase emergencial deve ser discutida em conjunto, para que [os prefeitos] contribuam com sugestões, critérios diferenciados em razão ao porte das cidades. A expectativa de Izaias é que “o Governo do Estado, por intermédio do Centro de Contingência, possa considerar vários aspectos que temos levantado sobre esse período pós fase emergencial e reclassificação das regionais”.