Preços de alimentos caem, inflação perde força e fecha junho em 0,24%

Estimativas do mercado para inflação e PIB permanecem estáveis
(Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A inflação oficial do país perdeu força em junho e fechou o mês com alta de 0,24%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Um dos principais motivos para essa desaceleração foi a queda no preço dos alimentos, que aconteceu pela primeira vez em nove meses. Mesmo com esse alívio no bolso dos consumidores, a conta de luz subiu e foi o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que mais pressionou a inflação no mês. Isso aconteceu por causa da bandeira vermelha, que encarece a energia elétrica.

Apesar da sequência de quatro meses com aumentos menores nos preços, o índice acumulado em 12 meses ainda está alto: 5,35%. Esse número continua acima da meta definida pelo governo, que é de no máximo 4,5%.

Alimentos mais baratos

Os alimentos vendidos para consumo em casa ficaram, em média, 0,43% mais baratos em junho. Entre os produtos que mais ajudaram nessa queda estão os ovos, o arroz e as frutas. Segundo o IBGE, a boa safra ajudou a aumentar a oferta desses alimentos, o que puxou os preços para baixo.

Já o café, que vinha subindo bastante nos últimos meses, teve aumento bem menor em junho. E comer fora de casa também ficou um pouco menos caro do que em maio.

IBGE: Inflação de fevereiro apresenta desaceleração nos preços dos alimentos
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Conta de luz pesa no orçamento

Por outro lado, a energia elétrica teve alta de quase 3% no mês. Esse aumento foi causado principalmente pela volta da bandeira vermelha, que adiciona um valor extra na conta quando a produção de energia fica mais cara.

De acordo com o IBGE, se a energia elétrica não tivesse subido, a inflação de junho teria sido quase a metade do que foi registrada.

Transportes e outros grupos

O preço dos transportes também subiu, mesmo com a queda nos combustíveis. Isso porque o transporte por aplicativo, como corridas de carro por apps, ficou bem mais caro no mês.

Entre os grupos analisados, apenas o de alimentação teve queda de preços. Os demais, como habitação, vestuário, saúde, comunicação e despesas pessoais, tiveram aumentos variados.

Inflação das famílias de menor renda

O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias que ganham até cinco salários mínimos. O índice foi de 0,23% em junho e acumula alta de 5,18% em 12 meses.

Esse indicador é importante porque serve de base para reajustes salariais em diversas categorias profissionais. Como as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida, o alívio nos preços dos alimentos teve impacto positivo nesse grupo.

*informações, Agência Brasil