
A Polícia Civil investiga a morte de um homem de 40 anos encontrado em um galpão desativado na região central de Piquete, no Vale do Paraíba. O caso, inicialmente registrado como desaparecimento, passou a ser apurado como homicídio qualificado por motivo fútil após a localização do corpo e o avanço das investigações.
Segundo o boletim de ocorrência, ele estava desaparecido desde a tarde do dia 1º de julho e foi encontrado morto em um imóvel abandonado na rua Antonio Pereira.
De acordo com a Polícia Civil, o local era frequentado por pessoas em situação de vulnerabilidade. Antes da confirmação da morte, familiares chegaram a procurar hospitais e registraram o desaparecimento da vítima.
Investigação
Durante as diligências, os investigadores localizaram um possível cenário da agressão na avenida General Waldemar Britto de Aquino, na região da Praça do Jambeiro. No local, a perícia encontrou manchas de sangue em um banco, em um poste e no chão.
Os peritos também apreenderam um bloco de pedra de cerca de 23 centímetros com vestígios de sangue. A principal linha de investigação é de que o objeto tenha sido usado na agressão que matou o homem de 40 anos.
Ainda segundo a investigação, também havia marcas de sangue na entrada do galpão onde o corpo foi encontrado. A análise inicial indica que a vítima pode ter caminhado ferida até o galpão, onde morreu. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Guaratinguetá para exames necroscópicos e reconhecimento oficial.
Com os elementos reunidos, a Polícia Civil atualizou o boletim de ocorrência e instaurou inquérito para apurar o homicídio. A suspeita é de que uma discussão por motivos banais tenha antecedido o crime.
Desentendimentos
Testemunhas relataram desentendimentos envolvendo um pedido de bebida, uma discussão por causa de um par de tênis e ameaças feitas antes da agressão. Uma mulher é apontada como suspeita nesta fase da investigação, mas ainda não havia sido localizada até o registro do boletim.
Outro homem citado nas primeiras informações foi localizado e ouvido como testemunha. Ele acabou preso por força de um mandado de recaptura relacionado a outro processo, sem ligação direta com o homicídio investigado.
A Polícia Civil segue em busca de imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.
