
A vereadora Dandara Gissoni (PSD), de Caçapava, denunciou à Polícia Civil, uma suposta exigência de apoio político na Câmara, praticado pelo Secretário de Governança da cidade, Sérgio de Matos Oliveira, visando as eleições municipais de 2024. Dandara, que também é Assistente Social concursada, estaria sendo transferida do local onde trabalha, por questões políticas.
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Na sessão da Câmara desta terça-feira (11), a vereadora utilizou o plenário para denunciar os fatos relatados à polícia, citando ainda, que teria recebido proposta para se filiar ao MDB, e que se aceitasse a mudança de local de trabalho, teria seus pedidos atendidos como “moeda de troca”, com Sergio de Matos Oliveira. Ele também teria se oferecido para fazer sua campanha para as próximas eleições, e que precisava da vereadora para derrubar o delegado titular de Caçapava, Hugo Pereira de Castro.
Se confirmadas as denúncias, Oliveira, pode responder pelos crimes de tráfico de influência, concussão e corrupção ativa.
Em áudio gravado pela parlamentar, Oliveira sugere apoio em troca de favores políticos através de sua secretaria: “me ajuda que eu te ajudo”, que a transferência se deu por questões políticas e segue dizendo, “tem uma questão política, tem, eu não vou mentir pra você e a gente precisa ganhar a eleição”.
A gravação foi anexada ao Boletim de Ocorrência e também será entregue ao Ministério Público, onde deve passar por perícia.
Na delegacia, a vereadora afirmou que em 27 de junho, ouviu do Secretário de Cidadania, Anderson Ranieri, que ele estaria sofrendo pressão há mais de um ano pela troca da servidora, e que sua transferência de local de trabalho seria um pedido do vereador Wellington Felipe (Cidadania), parlamentar que foi flagrado segurando o rosto de Dandara em sessão da Câmara, em abril do ano passado, fato que foi denunciado por ela como assédio e intimidação, mas que teve o caso arquivado em 31 de agosto de 2022, pela Comissão Especial de Inquérito (CEI).
No mesmo dia 27/06, a vereadora relata que se reuniu com o secretário Sérgio de Matos Oliveira, no prédio da Estação de Turismo, e que ele teria confirmado que seria o responsável pela articulação política para a mudança do local de trabalho de Dandara na assistência social. Com isso, ela deixaria de atender cerca de 80 famílias em situação de risco, passando a atender quatro moradores de rua em uma Casa de Passagem, local esse onde a vereadora afirmou ter sofrido, em 2006, um trauma de violência praticado por um interno, tendo sido, inclusive, mantida em cárcere privado, o que gerou um afastamento da servidora por danos psicológicos.
A reportagem da CBN Vale entrou em contato com a assessoria do secretário de governança de Caçapava e com o delegado Hugo Pereira de Castro, e aguarda o posicionamento de ambos.