
Chegou ao sexto dia, nesta quarta-feira (2), a operação da Polícia Militar de São Paulo no litoral do Estado, depois da execução do soldado da Rota, Patrick Bastos Reis, do Batalhão de Elite da corporação paulista. Até o momento houve 14 mortes e sete pessoas foram identificadas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), todas tinham antecedentes criminais.
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O soldado Patrick Bastos Reis foi baleado quando fazia patrulhamento em uma comunidade no Guarujá, no último dia 27. O suspeito preso nesta quarta (2), é irmão do homem apontado como o autor do disparo que matou Reis, preso no domingo (30). O suspeito se entregou para os agentes da equipe do Programa PM Vitima da Corregedoria Policia Militar. Como havia um mandado de prisão em aberto contra ele, o homem foi preso após prestar depoimento.
Além dos irmãos, a polícia já tinha prendido um homem na sexta-feira (28) por participação no crime. No mesmo dia um criminoso que também participou do assassinato do policial morreu ao entrar em confronto com as forças de segurança. Desde o início da Operação Escudo, a polícia prendeu 58 suspeitos e apreendeu 385 quilos de drogas e 18 armas, entre pistolas e fuzis.
O crime
De acordo com o governo de São Paulo, policiais da Rota faziam patrulhamento em uma comunidade no último dia 27, quando foram atacados por criminosos. Patrick foi atingido por um disparo de calibre 9mm. Outro soldado também foi atingido na mão. Após o assassinato do policial, as forças de segurança desencadearam a Operação Escudo, para identificar, localizar e prender os envolvidos no crime.
Nesta terça-feira (1) dois policiais foram baleados por criminosos em Santos. Uma policial foi baleada pelas costas no bairro Campo Grande quando fazia patrulhamento. Após o crime, os criminosos fugiram em direção ao morro São Bento. No local, outro policial do BAEP foi atingido com um tiro na perna. Na troca de tiros um dos criminosos foi baleado e morreu. Outros dois envolvidos no ataque aos policiais foram presos.
O governo informou ainda que, mesmo após a prisão dos envolvidos no assassinato do policial, a Operação Escudo continua em toda a Baixada Santista, com o objetivo de sufocar o tráfico de drogas.