Piloto de helicóptero

O responsável pelo helicóptero que desapareceu na tarde do último domingo (31), com destino a Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, já teve sua licença cassada.
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Em setembro de 2021, a diretoria da Anac cassou a habilitação do piloto Cassiano Tete Teodoro por conduta grave de fraude por parte do piloto, o que resultou na pena máxima de cassação, de acordo com o órgão.
Quando cassado, o piloto fica dois anos sem histórico na aviação, tendo que refazer todos os cursos formativos. Dessa forma, ele perde o registro de voo e precisa começar do zero para retomar a licença.
Pouso de emergência – Piloto de helicóptero
Em 16 de janeiro de 2020, Cassiano fez um pouso de emergência na laje de um prédio comercial na Avenida Brigadeiro Faria Lima, no Itaim Bibi, Zona Sul da capital paulista.
Na época, foi averiguado que o helicóptero havia decolado com peso superior à capacidade máxima e estava 34 Kg acima do máximo previsto em manual, que era de 1.089 quilos.
O caso foi analisado pelo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que também apurou à época que não foi possível constatar a experiência de Teodoro, pois não foram encontrados registros de horas de voo na Caderneta Individual de Voo (CIV) do tripulante.
Antes do episódio na Faria Lima, o piloto chegou a ser pego em flagrante em uma ação de fiscalização no aeroporto Campo de Marte, em 2019, no qual chegou a jogar o helicóptero que comandava contra um servidor da Anac e suspenso cautelarmente, por 73 dias, por indícios de transporte aéreo clandestino. Sobre o episódio contra o servidor, a defesa contestou a ação afirmando que houve uma confusão, na qual Cassiano não conseguiu identificar o agente.
No decorrer do processo administrativo, a Anac diz que informou ao Ministério Público do Estado de São Paulo sobre o caso, além de contar com o apoio da Polícia Civil em operações.
Em 2017, ele já havia sido suspenso cautelarmente por 93 dias e em 2016, multado por conduta irregular em plano de voo.
Cassiano Tete Teodoro, de 44 anos, é um dos quatro desaparecidos após o helicóptero que ele pilotava perder contato com a torre e sumir na véspera do Réveillon , dia 31 de dezembro, a caminho do Litoral Norte de São Paulo.
Confira a nota da ANAC
“Em primeiro lugar, a ANAC informa que até o momento não recebeu nenhuma informação do Comando da Aeronáutica, órgão responsável pela confirmação da eventual ocorrência envolvendo o helicóptero de matrícula PR-HDB.
Contudo, em relação à citada aeronave, consta no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) que o helicóptero se encontra em situação normal de aeronavegabilidade, conforme registro em anexo, sem permissão para realização de serviço de táxi-aéreo.
Em relação ao piloto Cassiano Tete Teodoro, reforçando que a ANAC não dispõe de confirmação de sua presença como piloto em comando do voo, informamos que o piloto teve sua licença e todas as habilitações sumariamente cassadas pela Agência em 15 de setembro de 2021 por condutas infracionais graves à segurança da aviação civil. Na ocasião, o piloto recorreu à Justiça, que manteve a decisão da ANAC.
Cassiano Tete Teodoro foi cassado em decorrência, entre outros motivos, de evasão de fiscalização, fraudes em planos de voos e práticas envolvendo transporte aéreo clandestino.
Em outubro de 2023, após observar prazo máximo legal para a penalidade administrativa de cassação, que é dois anos, o piloto retornou ao sistema de aviação civil ao obter nova licença com habilitação para Piloto Privado de Helicóptero (PPH). Essa licença não dá autorização para realização de voos comerciais de passageiros.”
