
A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta quinta-feira (28), 22 mandados de busca e apreensão em seis estados para reprimir um grupo criminoso que estaria importando anabolizantes em forma de matéria-prima. A PF investiga a possível adulteração dos produtos ou até mesmo fabricação própria, para depois vender de forma ilícita no mercado nacional.
A Operação Minotauro iniciada pela Delegacia de Polícia Federal em São José dos Campos (SP), revelou a existência de dezenas de encomendas vindas da Holanda e da China, apreendidas pela Receita Federal na cidade de Curitiba (PR), contendo em seu interior testosterona em forma de pasta (matéria-prima). As remessas tinham como destino a residência de um dos investigados, um homem de 25 anos, que foi preso hoje, no bairro Vila Industrial, Zona Sul de São José dos Campos.
(vídeo: PF/SJC/produtos anabolizantes apreendidos)
Além dos mandados, foram decretados também o bloqueio de perfis dos investigados em uma rede social utilizada para a propaganda e venda dos anabolizantes, bem como o bloqueio de contas bancárias dos suspeitos.

Investigação – anabolizantes
As investigações tiveram início após a identificação de alguns perfis no Instagram, entre eles a do homem preso em São José, que eram usado pelos criminosos para comercializar os anabolizantes de forma explícita, com promessa de entrega rápida, e com ampla propaganda de atletas fisiculturistas como forma de garantir a procedência dos produtos, e que também estão sendo investigados.
Ainda, segundo as investigações, em apenas dois meses, as contas bancárias usadas pelos suspeitos movimentaram mais de R$ 500 mil em pagamentos pelos anabolizantes fornecidos ilicitamente.

Em pouco mais de cinco meses, os agentes identificaram e apreenderam outras 233 encomendas postais que continham substâncias anabolizantes, como enantato de testosterona, primobolan, durateston, masteron, dianabol, stanozolol, oxandrolona e hemogenim.
Os mandados de prisão foram expedidos nos estados de São Paulo (9), Rio de Janeiro (7), Paraná (3), Minas Gerais (1), Espírito Santo (1) e Ceará (1).
Agora, os investigados responderão pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e associação criminosa. Se condenados, as penas podem chegar a 18 anos de prisão.