Pesquisadores reforçam alerta para turismo predatório de baleias no Litoral Norte de SP

Pesquisadores reforçam alerta para turismo predatório de baleias no Litoral Norte de SP
Foto: Reprodução/Viva Bale

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) divulgou uma nota em que manifesta preocupação com possíveis casos de turismo predatório de baleias no litoral norte paulista. Segundo a entidade, vídeos publicados nas redes sociais mostram embarcações muito próximas dos animais durante passeios de observação.

De acordo com a APqC, a observação de baleias fortalece a educação ambiental, a pesquisa científica e o desenvolvimento sustentável. No entanto, isso depende do cumprimento das normas de proteção. Além disso, a entidade afirma que a perseguição de animais, o excesso de embarcações e o crescimento desordenado da atividade exigem maior fiscalização dos órgãos ambientais.

A associação também critica a expansão comercial dos passeios em Ilhabela. Segundo a nota, alguns roteiros custam mais de R$ 500 por pessoa. Para a APqC, esse cenário pode afastar o foco da conservação ambiental. Além disso, pode aumentar os riscos para as baleias, que utilizam o litoral brasileiro para reprodução e cuidado dos filhotes. A entidade acrescenta que o ruído dos motores e a aproximação excessiva podem provocar estresse nos animais.

Cobrança por ações dos órgãos ambientais

Segundo a APqC, a recuperação das populações de baleias resulta de anos de pesquisa e conservação. Por isso, a entidade cobra monitoramento dos impactos da atividade. Também pede o reforço da fiscalização para garantir o cumprimento das regras de observação. Além disso, a nota cita o Guia de Observação de Baleias do Projeto Baleia Jubarte. O documento recomenda normas rigorosas para evitar perturbações e preservar as espécies.

Canal recebe denúncias de irregularidades

A Prefeitura de Ilhabela mantém um canal de denúncias pelo WhatsApp, no número (12) 99177-5369. O serviço recebe relatos de possíveis casos de turismo predatório de baleias. Segundo a administração municipal, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo analisa as mensagens. Em seguida, encaminha as denúncias aos órgãos ambientais e navais competentes.

A Prefeitura orienta moradores e turistas a enviar vídeos das infrações. As imagens devem mostrar a embarcação com nitidez, sem uso de zoom digital e com a identificação visível. Dessa forma, as autoridades conseguem apurar os casos com mais rapidez e reforçar a proteção dos animais durante a migração.