Pesquisador do Inmet explica como deverá ser o outono em 2022; frio chega na semana que vem

Pesquisador do Inmet explica como deverá ser o outono em 2022; frio chega na semana que vem
(Foto: CBN VALE/outono)

A estação do outono teve início no último domingo (20) no hemisfério sul e seguirá até 21 de junho, e nesse período é comum a queda de temperatura e diminuição da humidade relativa do ar.

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Para entendermos melhor como será a estação em 2022, ainda mais considerando as mudanças climáticas, a Rádio CBN São José dos Campos e Vale entrevistou nesta quinta-feira (24), Marcelo Schneider, meteorologista e coordenador do 7°Distrito de meteorologia do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Segundo o meteorologista, até a próxima quarta-feira (30) deve predominar o tempo abafado, com a formação de pancadas de chuva, que pode persistir até o sábado (1º de abril) com a formação de raios e trovoadas. É provável que o Inmet emita avisos meteorológicos indicando os locais com maior incidência de raios, que podem ser acompanhados no site do Instituto.
Para a próxima semana, também está previsto a chegada de uma queda de temperatura, por conta de uma massa de ar fria vinda do Sul para a região Sudeste do país.

Para o mês de abril, a perspectiva é que o tempo volte a ficar mais seco, com temperaturas mais elevadas no período da tarde. No período entre final de abril e início de maio, é previsto um período seco, com humidade abaixo dos 30% na parte da tarde.
O mês de maio também deve permanecer com baixas humidades, e com o ar seco, é comum a variação a temperatura durante o dia, conhecido com ‘amplitude’, caracterizado com noites e madrugadas frias, e tardes relativamente mais quentes.

Inverno

Embora ainda estar longe, o inverno poderá ter altos e baixos. É provável que junho comece com temperaturas mais quentes, mas no final desse mês e o começo de junho, a exemplo do que ocorreu no ano passado, poderemos ter a invasão de períodos com frio mais intenso.

Resumindo, nos meses de abril, maio e junho, as temperaturas devem ficar um pouco acima do normal, já em relação às precipitações, essas devem ficar a baixo da média.

Mudanças climáticas

Nesta quarta-feira (23), foi comemorado o dia Mundial da Meteorologia, e o Inmet divulgou um amplo estudo sobre o clima chamado “Normais Climatológicas”, com dados do período entre 1991 e 2020. As informações contidas no trabalho servem de referência para a tomada de decisões em diversos setores econômicos, como o agronegócio e o turismo.

O estudo releva o aumento na quantidade das chuvas de verão, principalmente as intensidades das chuvas extremas, que causam as já conhecidas inundações e deslizamentos de terra.
Na cidade de São Paulo, por exemplo, a incidência de chuvas acima de 80 mm, passou de 9 dias/ano para 16 dias/ano, e acima de 100 mm, aumentou de 2 dias/ano para 7 dias/ano.

Segundo o pesquisador, além das mudanças climáticas, resultado do aquecimento global, as características urbanas de grande capitais, como São Paulo, são decorrentes das ‘ilhas de calor’, ou seja, o aumento da urbanização, prédios e pavimentação, que também tornam as cidades mais quentes.

Ouça a matéria de Marcelo Rocha:

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