Para Doutor em economia, privatizar a Petrobras não acabaria com o aumento dos combustíveis

Dr em economia explica aumento da gasolina
(Foto: Divulgação)

O recente aumento dos combustíveis anunciado pela Petrobrás tem pesado no bolso dos brasileiros e se tornado mais um fardo para o crescimento da economia do país.

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Para falar sobre o aumento da gasolina, a Rádio CBN São José dos Campos e Vale entrevistou nesta segunda-feira (14) Fernando de Holanda Barbosa, doutor em economia e escritor do livro “o flagelo da economia de privilégios”.

Ele, que já foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, é especialista na história econômica do país e escreveu um livro que analisa os ciclos de crescimento, crise fiscal e estagnação do Brasil, totalmente influenciado por medidas como o aumento dos combustíveis.

Crise fiscal

Segundo Fernando, um dos principais fatores que explicam o momento atual da economia brasileira é a crise fiscal, que faz com que o governo não tenha dinheiro para investir na infraestrutura do país. Por outro lado, a crise fiscal faz com que o governo utilize a poupança privada para financiar o défict fiscal.

O resultado dessas duas variantes é a estagnação e falta de crescimento econômico, e se nada for feito para mudar esse quadro, o Brasil poderá ter crescimento pífio no PIB entre 1% e 1,5% nos próximos anos. Uma solução para a crise fiscal seria o aumento da carga tributária, algo que possui resistência tanto do empresariado quanto de parlamentares, ou mesmo o Ministro da Economia, Paulo Guedes e o presidente da república, Jair Bolsonaro.

Privatização

A reportagem perguntou se a privatização da Petrobras poderia fazer com que fosse encerrado o ciclo de aumento no preço dos combustíveis. Para o doutor em economia, essas questões não se relacionam. A Petrobras é uma empresa que produz petróleo e não um órgão para se fazer política social, algo que vem sendo feito a depender do governo que estiver no poder.

O que poderia ser pensado é sobre a governança da Petrobras, ou seja, manter na gestão a presidência da empresa independente do interesse político do governo federal. A privatização poderia resolver esse tipo de problema, de se manter na presidência da estatal um nome que possa ter a segurança de exercer um trabalho sólido durante o tempo que for necessário.

Ouça a matéria de Marcelo Rocha: