A Polícia Militar realizou nesta quinta-feira (25) a operação “Ferro Velho”, na área do 5º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), em Taubaté, com o objetivo de reforçar a segurança da população por meio da fiscalização de estabelecimentos e locais de risco.
A ação, segundo a PM, teve como foco coibir práticas criminosas como receptação e furto de produtos ilícitos, além de outras situações que possam comprometer a tranquilidade social.
A operação foi realizada de forma integrada, contando com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), das concessionárias Vivo, Claro e EDP, além da fiscalização de Postura de Taubaté.
Segundo balanço divulgado pela PM, a ação resultou em:
09 estabelecimentos fiscalizados;
01 procurado por tentativa de homicídio recapturado;
04 estabelecimentos notificados e fechados.
A corporação reforçou ainda que denúncias sobre possíveis atividades ilícitas podem ser feitas pelos telefones 190 (Polícia Militar) e 181 (Disque Denúncia), com a garantia de anonimato.
Quase 150 detentos de unidades prisionais do Vale do Paraíba e região não retornaram após o fim da saída temporária, encerrada na última segunda-feira (22). De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), 3.225 presos receberam o benefício, mas 148 não voltaram às prisões.
O direito é concedido a condenados que cumprem pena em regime semiaberto e apresentam bom comportamento. Prevista em lei, a saída temporária ocorre quatro vezes ao ano e tem como objetivo promover a ressocialização dos detentos, permitindo que mantenham vínculos familiares e sociais fora do ambiente carcerário.
Na região, a maioria dos beneficiados está em unidades de Tremembé, que somaram 2.883 saídas. Desses, 124 não retornaram. Em Potim, 213 presos tiveram direito à saída e 19 permaneceram foragidos. Já em Caraguatatuba, dos 114 contemplados, cinco não voltaram.
Os números por unidade mostram o impacto da medida: na P1 Masculina de Tremembé, 246 receberam o benefício; na P2 Masculina, 123; na P1 Feminina, 86; na P2 Feminina, 105; e no Pemano, 2.323. Além disso, houve um caso de saída no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São José dos Campos.
A SAP reforçou que a saída temporária é um direito legal, mas que os presos que não retornam cometem falta grave e podem perder benefícios futuros, além de responderem a novos processos. A Polícia Militar e a Polícia Civil estão empenhadas na busca e recaptura dos foragidos.
Com isso, o saldo da última saída temporária levanta novamente o debate sobre a eficácia do benefício e a segurança da população diante dos casos de não retorno.
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