
Nossa Senhora Aparecida é celebrada nesta segunda-feira (12), feriado nacional dedicado à padroeira do Brasil. A história da devoção começou em 1717, quando três pescadores encontraram uma imagem de barro no Rio Paraíba do Sul, no interior de São Paulo. Desde então, a santa se tornou símbolo da fé de milhões de brasileiros.
Como surgiu a devoção
Na época, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso tentavam pescar no rio. No entanto, após várias tentativas sem sucesso, eles encontraram primeiro o corpo e, em seguida, a cabeça de uma imagem da Virgem Maria. A peça representava Nossa Senhora da Conceição e, por isso, recebeu o nome de Aparecida.
Depois do achado, os pescadores relataram graças e milagres atribuídos à intercessão da santa. Com o passar do tempo, a notícia se espalhou e, assim, atraiu devotos de diferentes regiões do país. Consequentemente, a imagem ganhou cada vez mais fiéis e deu origem a uma tradição de romarias e peregrinações que continua até hoje.
Quando Nossa Senhora Aparecida virou padroeira
Em 1930, o papa Pio XI assinou o decreto que proclamou Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil. No ano seguinte, o Rio de Janeiro, então capital federal, recebeu a cerimônia oficial. Na ocasião, cerca de 1 milhão de pessoas acompanharam a celebração, que marcou a proclamação da santa como padroeira da nação.
Mais tarde, em 1980, durante a primeira visita do papa João Paulo II ao Brasil, o país instituiu oficialmente o dia 12 de outubro como feriado nacional em homenagem à santa. Desde então, a data reúne celebrações religiosas em diferentes regiões. Além disso, o Santuário Nacional de Aparecida, no interior paulista, recebe milhões de peregrinos todos os anos, que visitam o local para renovar a fé e agradecer por graças alcançadas.
O significado da santa para os fiéis
Para dom Vilson Dias de Oliveira, bispo emérito de Limeira (SP) e integrante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a devoção a Nossa Senhora Aparecida ultrapassa as fronteiras brasileiras. Em carta, o religioso definiu a santa como um “farol espiritual” para os católicos. Além disso, destacou a atenção de Maria aos pobres e vulneráveis.
O bispo também ressaltou a importância da devoção para a América Latina, marcada por desigualdades sociais. Nesse contexto, ele descreveu a Virgem Aparecida como “a expressão viva do rosto da própria Igreja continental”. Por fim, dom Vilson afirmou que a história da imagem recorda a importância da humildade e da fé diante dos desafios sociais, econômicos e espirituais.
