
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu da decisão que concedeu liberdade provisória ao casal de Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, preso em flagrante sob suspeita de tentar comprar um recém-nascido por R$ 500 em Manaus. O órgão pede que os envolvidos voltem à prisão, por entender que a medida é necessária para garantir a ordem pública e permitir o avanço das investigações.
Segundo o promotor de Justiça Gerson de Castro Coelho, o recurso foi apresentado porque o casal não apresentou, no momento da audiência de custódia, comprovante de residência fixa no estado de São Paulo, nem certidões que demonstrassem a inexistência de antecedentes criminais. Para ele, essas ausências dificultam a avaliação dos riscos envolvidos.
Além disso, o Ministério Público considera que o caso pode não se tratar de um fato isolado. “Entendemos que a polícia deve investigar mais a fundo se não há, por trás desse episódio, uma possível quadrilha interestadual especializada no tráfico de recém-nascidos. É necessário apurar se outras crianças estão sendo negociadas para famílias do Sul e Sudeste do país”, afirmou o promotor.
Ainda de acordo com o MP, o bebê envolvido no caso foi entregue às autoridades de proteção à infância e está em segurança. A identidade da criança está sob sigilo judicial.
O caso ganhou repercussão após ser divulgado que o casal teria viajado do litoral paulista até Manaus para receber a criança de uma mulher, em troca de dinheiro. A denúncia levou à prisão dos dois, mas eles acabaram sendo liberados após audiência de custódia. Agora, o Ministério Público aguarda nova análise da Justiça sobre o pedido de prisão preventiva.
Entenda o caso
Casal de Ilhabela é preso suspeito de comprar bebê por R$ 500 no AM