
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) obteve a condenação de três homens a penas que chegam a 63 anos de prisão por tentativas de homicídio ocorridas em Cruzeiro. O julgamento aconteceu na quarta-feira (8) no Tribunal do Júri da cidade.
De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor Rafael Viana e sustentada em plenário pela promotora Fernanda Tinoco, os crimes aconteceram em 2022, durante uma festa na região do bairro Rufino de Almeida. As investigações apontaram que os disparos foram motivados por disputa entre grupos rivais ligados ao tráfico de drogas.
As penas aplicadas foram de 52 anos de prisão para um dos réus e 63 anos para os outros dois, pelos crimes de três tentativas de homicídio qualificadas, além de corrupção de menores, já que eles agiram com o apoio de três adolescentes.
Segundo os autos, os condenados chegaram ao local armados e, durante o evento, atiraram contra três pessoas, provocando pânico e correria entre os participantes da festa.
Como os acusados responderam presos ao processo, o juiz Alexandre Perrucci decidiu manter a prisão e negar o direito de recorrer em liberdade, em conformidade com o entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre condenações do Tribunal do Júri. Com isso, as penas deverão ser cumpridas em regime fechado.
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