
O motorista que conduzia o ônibus que vitimou sete corintianos do Vale do Paraíba, na Fernão Dias, no último dia 19, deverá responder por lesão corporal e homicídio culposo.
Segundo investigação da Polícia Civil e de autoridades de transportes em Minas Gerais, uma sucessão de irregularidades e de falta de manutenção do ônibus foi determinante para a morte dos sete corintianos do Vale do Paraíba.
Na última quinta-feira (24), o delegado Helton Cota Lopes, chefe do Deictran (Departamento Estadual de Investigação de Crimes de Trânsito) em Minas Gerais, disse que a perícia já constatou preliminarmente que houve uma falha no sistema de freios do ônibus que transportava os 43 torcedores.
Além disso, outras quatro irregularidades foram constatadas: ausência de autorização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para viagens interestaduais, pneus desgastados, ausência de cintos de seguranças em algumas poltronas e a irregularidade no tacógrafo (dispositivo em veículos que monitora tempo de uso, distância percorrida e velocidade).
O motorista, Cleber Felipe Vicente Martins, 39 anos, está internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Público Regional de Betim (MG). O estado de saúde dele é considerado delicado.
A Polícia Civil já pediu ao Hospital Municipal de Betim (MG) para mostrar os resultados de exames toxicológicos e de alcoolemia feitos no motorista do ônibus, que também é proprietário da empresa C.F.V. Martins Transportes, contratada pela torcida organizada do Corinthians no Vale.