Moscou tem segurança reforçada em meio a motim de grupo de mercenários russos

(Foto: Reprodução/ Natalia KOLESNIKOVA / AFP)

A capital da Rússia, Moscou, teve a segurança reforçada neste sábado (24) em meio ao motim do Grupo Wagner que tomou a cidade de Rostov-on-Don e chegou a Voronezh. A Praça Vermelha foi fechada por policiais.

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Segundo informações da agência de notícias Reuters, soldados russos teriam posicionado uma metralhadora em uma periferia, localizada na extremidade sudoeste da capital.

O Grupo Wagner, antes aliado de Vladmir Putin na invasão da Ucrânia, informou que o governo russo atacou acampamentos da organização e prometeu retaliações. Em resposta, Putin acusou o grupo de traição.

Em meio ao conflito, surgiram rumores de Putin teria deixado Moscou, o que foi negado pelo porta-voz do governo, Dmitri Peskov, à agência de notícias Ria Novosti.

Policiais armados estão se reunindo no ponto onde a rodovia M4, por onde os mercenários amotinados de Wagner estão se movendo para chegar na capital. O Kyiv Post, um jornal ucraniano, informou que trincheiras estavam sendo cavadas nos arredores de Moscou.

Entenda o caso

O “Wagner” é uma espécie de organização paramilitar ligada ao governo russo. O grupo surgiu em 2014, composto por ex-soldados de elite altamente qualificados.

Com a invasão da Ucrânia, acredita-se que o grupo tenha se expandido recrutando prisioneiros para lutar a favor da Rússia. Os mercenários reforçaram a linha de frente e atuaram em várias batalhas, incluindo na conquista de Bakhmut.

A relação entre o grupo e o Ministério da Defesa da Rússia já estava estremecido há alguns meses. Nesta sexta-feira (23), a crise se intensificou depois que Yevgeny Prigozhin acusou o governo Putin de promover um ataque contra acampamentos da organização.

Prigozhin prometeu retaliações e isso levou o procurador-geral da Rússia a abrir uma investigação contra ele por “suspeita de organizar uma rebelião armada”.

O Exército russo nega o ataque contra o Grupo Wagner e classifica as acusações como uma ‘provocação’.

Mesmo com a ameaça de Prigozhin, o governo russo reforçou a segurança em Moscou. Já na cidade de Rostov-on-Don, invadida pelos paramilitares, o prefeito pediu para que a população não saia de casa.