
Morreu nesta quinta-feira (23), aos 42 anos, o poeta, tradutor e crítico literário Emmanuel Santiago. Ele estava internado desde março na UTI de um hospital em Jacareí, onde tratava complicações de um tumor no intestino diagnosticado no início de 2024.
Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo e docente do Instituto Alpha Lumen, Emmanuel construiu uma trajetória marcada pela atuação como pesquisador, professor e autor. Além disso, ministrou palestras na Academia Brasileira de Letras ao longo da carreira.
Trajetória literária
Natural de Minas Gerais, Emmanuel Santiago se destacou tanto pela produção crítica quanto pela obra poética. Entre seus livros estão Pavão bizarro (2014), A ave Lúcifer (2020) e A renga do corvo (2023).
Sua escrita apresentava rigor técnico, com domínio de métrica e ritmo. Além disso, dialogava com formas clássicas da poesia e abordagens contemporâneas. Por fim, como crítico, dedicou-se a estudos sobre João Guimarães Rosa e ao movimento do Parnasianismo. Também atuou como tradutor, com trabalhos voltados à obra de William Shakespeare.
Doença e mobilização
Desde o diagnóstico, em 2024, o escritor passou por cirurgias e tratamentos. No entanto, com a piora do quadro clínico, precisou de internação em terapia intensiva. Durante esse período, alunos, amigos e integrantes da comunidade acadêmica organizaram campanhas para ajudar nos custos do tratamento.
A morte de Emmanuel Santiago repercutiu entre leitores, colegas e instituições ligadas à literatura e à educação. Além disso, as manifestações destacam a contribuição do autor para a crítica literária e para a formação de novos leitores e pesquisadores.
