
Após a decisão liminar do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe o veto de celebrações religiosas presenciais por parte dos governos estaduais e municipais em meio a pandemia da Covid-19, o Santuário Nacional de Aparecida voltou a receber fiéis na primeira missa de Páscoa realizada na manhã deste domingo (4).
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Cerca de 150 pessoas, segundo a assessoria de imprensa da Basílica, participaram da primeira celebração pascal, às 8h, celebrada por Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida. Ainda hoje, outras duas missas ocorrerão no Santuário Nacional: 12h e 18h. Até mil pessoas poderão participar destas celebrações, o que corresponde a 25% da capacidade do Santuário e o que foi determinado por Nunes Marques.

A decisão liminar ocorreu justamente na véspera da Páscoa, data mais importante para os católicos em todo calendário religioso. A Semana Santa, repleta de ritos que recordam a paixão, morte e ressurreição de Cristo, aconteceu pelo segundo ano consecutivo sem público e com diversas modificações: os ritos do lava-pés, na quinta-feira santa, o beijamento da cruz, de sexta-feira santa, e as demais procissões não ocorreram por recomendação do Vaticano para evitar o contágio da Covid-19.
Nesta celebração das 8h, que foi a mais solene do dia, Dom Orlando deu exemplos práticos de como vivenciar a Páscoa diariamente, a partir do bom humor, da alegria, do sorriso, envolvendo até mesmo os meios digitais para que as pessoas sejam ‘testemunhas da ressurreição’.

STF
Nunes Marques decidiu liminarmente a retomada após a Associação Nacional de Juristas Evangélicos ter entrado com uma ação questionando decretos de dois estados brasileiros e de outras sete cidades que suspenderam a realização de missas e cultos como forma de conter a disseminação do vírus.
Em São Paulo, as celebrações religiosas estavam suspensas desde 15 de março, quando teve início a fase emergencial do Plano São Paulo. Esta fase, inclusive, deve vigorar até 11 de abril, podendo ser suspensa ou prorrogada por mais uma vez.
Enquanto a liminar não é analisada em plenário pelo STF, as igrejas deverão seguir uma série de protocolos para o recebimento dos fiéis, como aferição de temperatura, obrigatoriedade do uso de máscara, disponibilização de álcool-gel e arejar os ambientes sempre que possível.
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