
Após 38 dias de greve, os trabalhadores da Parker Hannifin, em Jacareí, aprovaram nesta quinta-feira (27) um acordo que prevê indenização de R$ 35 mil, além da manutenção de benefícios. A assembleia foi realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região em frente à matriz da empresa, em São José dos Campos.
O acordo é válido para todos os trabalhadores da unidade e foi construído durante a segunda audiência de mediação entre o sindicato e a empresa, realizada nesta quarta-feira (26), no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas, com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Na primeira audiência, realizada no dia 18, a empresa havia oferecido R$ 20 mil de indenização. Pela proposta apresentada pelo TRT-15 e pelo MPT e aprovada pelos trabalhadores, serão garantidos:
- R$ 35 mil de indenização social, com pagamento previsto para 10 de setembro;
- Convênio médico e odontológico e vale-alimentação mantidos nas condições atuais por 12 meses;
- Pagamento de salário aos trabalhadores com doenças ocupacionais ou vítimas de acidentes de trabalho que tenham deixado sequelas, conforme acordo coletivo.
A empresa também se colocou à disposição para negociar possíveis acordos individuais para encerramento dos contratos de trabalho. Antes da aprovação da proposta, o Sindicato dos Metalúrgicos consultou trabalhadores da Parker que participavam da audiência de mediação.
Greve começou após anúncio de fechamento
A Parker Hannifin anunciou em 17 de julho o fechamento da unidade de Jacareí. Três dias depois, os trabalhadores iniciaram a greve. Desde 3 de agosto, parte dos funcionários permanecia acampada em frente à matriz da empresa, em São José dos Campos.
Durante a mobilização, o sindicato reivindicou a preservação dos empregos, com a manutenção da fábrica em Jacareí, a transferência dos trabalhadores para outras unidades ou, caso nenhuma dessas alternativas fosse possível, o pagamento de uma indenização social.
A primeira proposta da empresa previa apenas R$ 2 mil de indenização, valor recusado pelo sindicato. Com a greve em andamento, a Parker interrompeu as negociações e, em 11 de agosto, oficializou a demissão de todos os trabalhadores. Segundo o sindicato, a medida contrariava a legislação trabalhista, que proíbe demissões durante o período de greve.
