
Trabalhadores dos Correios do estado de São Paulo entraram em greve nesta quinta-feira (8). A medida impacta a Região Metropolitana do Vale do Paraíba.
Segundo a empresa, as agências estão abertas e todos os serviços continuam disponíveis.
Os Correios afirmam que já foram adotadas medidas como remanejamento de profissionais e realização de horas extras para cobrir as ausências pontuais e localizadas devido à paralisação anunciada pelo sindicato.
O que dizem os grevistas
De acordo com a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a greve se deu após o envio de uma proposta dos Correios, que não atendeu aos pleitos.
“A proposta inclui um reajuste salarial somente para 2025 e não oferece uma resposta conclusiva e concreta em relação ao plano de saúde”, disse a Federação.
Em um comunicado, o Sintect-VP, sindicato que representa a categoria, informou que reivindica por “reajuste salarial já e redução no custeio dos planos de saúde”.
Na noite desta quarta-feira (7), trabalhadores se reuniram na capital paulista em uma assembleia, onde foi deflagrada greve por tempo indeterminado.
Segundo o sindicato, a proposta apresentada pelos trabalhadores foi “firmemente rejeitada” pela empresa.
“Os trabalhadores deixaram claro que não aceitarão mais um ‘cheque sem fundos’ daquele que não cumpriu o acordo coletivo anterior”, diz e entidade.
Em um comunicado na internet, o Sintect Vp, regional responsável pelo Vale do Paraíba, confirmou que a greve vai impactar a região.
O que dizem os Correios
Em nota, a empresa afirmou que propôs aos trabalhadores um aumento de 6,05% nos salários a partir de janeiro de 2025 mais aumento de 4,11% nos benefícios a partir de agosto de 2024.
Outra melhoria proposta, segundo a empresa, é o aumento de 20% para os empregados que possuem a função “motorizada” – ou seja, motociclistas e motoristas.
A empresa ainda disse que acrescentou o pagamento de um vale alimentação/refeição extra no valor de R$ 50,93, nos meses de agosto a dezembro de 2024, para empregados com remuneração até R$ 7,3 mil, e o pagamento de um vale extra (o “vale-peru”) de R$ 1.120,47 para todas as empregadas e os empregados, a ser pago no mês de dezembro de 2024.
Sobre o plano de saúde, o processo de alteração do regulamento para redução da coparticipação de 30% para 15% tem previsão de implementação no próximo mês, após a realização de ajustes necessários para adequação às normas vigentes.
